Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

Uma questão de focalização

 

 

 

 

O julgamento está por terminar.

 

Após dias de trabalho, finalmente a defesa vai ser ouvida. Dia após dia as testemunhas juntaram evidências.

 

Culpado!!

 

Culpado!!

 

Afinal, veio a defesa. Mas espere! Onde está o júri? O quê? Foi tomar café? E o juiz? Ele cabeceia à mesa do tribunal! A defesa se pronuncia, mas não há ninguém para ouvir! Ninguém exceto você!

 

E você é o acusado. É o seu julgamento. Está no tribunal da vida, sem defesa.

 

Ninguém se importa com isto.

 

Agora você compreende, vê o significado de tudo. Estava sendo julgado mesmo antes de o tribunal se instalar; sentenciado, antes de ser proclamada a evidência, condenado sem misericórdia, como que morto antes de vir ao tribunal.

 

Que tal se isso acontecesse com você?

 

Se fosse julgado sem ter a oportunidade de replicar e condenado por motivos falsos proferidos por testemunhas falsas, num tribunal falso?

 

O que diz de ser prejulgado por preconceitos alheios?

 

Se isso acontecesse com você?

 

Não aconteceu? E não acontece? Você não é julgado sem defesa por todos os que o rotulam, estereotipam, criticam ou condenam simplesmente baseados em preconceitos?

 

Mas e você, não faz o mesmo também? Cada vez que fornece uma informação maldosa, que faz um juízo preconcebido ou ri com uma ponta de zombaria preconceituosa?

 

Preconceito é prejulgamento, é pesar outro indivíduo ou os pontos de vista dele com a pressão do seu polegar sobre a balança.

 

Preconceito é fazer seu julgamento de discriminação contra outros, baseando-se em coisas que eles não fizeram, que não puderam modificar e delas não deveriam arrepender-se.

 

Não há nada de lógico, absolutamente. Nada de razoável, racional ou justo. O preconceito não tem resposta para isso. É uma emoção, não uma convicção.

 

Quando um homem fala de seus preconceitos, diz: “EU SINTO.” Quando fala de suas opiniões, diz: “EU ACHO.” Quando fala de suas convicções, Diz “EU SEI!”

 

(...) Todos nós estamos contaminados. Todos temos preconceitos. E o que é pior, somos transmissores. (...) Criticamos porque crítica faz algo por nós. Algo que não queremos dizer e enfrentar, mas que nos faz sentir bem – no momento.

 

(...) Será que você tem coragem suficiente para verificar isso em você mesmo? Faça um teste.

 

(...)A crítica pode ser um problema moral tanto para o que fala como para o que ouve. São necessários dois para “cortar a casaca”. O ouvinte é tão culpado quanto o que fala. Nenhum homem de bem dá seu apoio quando uma pessoa ausente e provavelmente inocente está sendo aviltada.(...)

 

Lembre-se: “Os grandes homens debatem sobre ideais; os médios, sobre acontecimentos; os MESQUINHOS, sobre as pessoas.”

 

Do livro Insight I, de Daniel Carvalho Luz.

sinto-me:
publicado por momentoskatia às 00:53

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