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Jul 20

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Cristiane Costa, com Enor Paiano - link no final da publicação


Depois da invenção da pílula anticoncepcional, em 1960, o casamento andou em baixa.
Mas nunca saiu de moda. E olha que é uma moda antiga. Está estabelecida há pelo menos 3 000 anos. Nesse período muita coisa mudou, principalmente até o século XIX, quando a rainha Vitória, da Inglaterra, inaugurou o estilo de núpcias que persiste até hoje. É isso mesmo, no que diz respeito à união entre homens e mulheres, nós ainda somos vitorianos. E a fama de maio, mês das noivas, está aí para comprovar. 


No começo a mulher era uma mercadoria
Os historiadores não sabem direito quando o homem começou a se casar. O mais antigo contrato nupcial conhecido data de 900 a.C, no Egito, mas os rituais podem ser anteriores. Em muitas culturas, os enlaces se davam informalmente e, por isso, não ficaram registrados. As mulheres eram raptadas pelos pretendentes e só em alguns grupos sociais elas tinham valor. Não exatamente valor humano, mas de mercadoria mesmo. Freqüentemente eram entregues a estrangeiros para solucionar crises políticas ou econômicas. O lado bom é que possibilitavam trocas de costumes entre os povos.


Amor, nem pensar.

Não raro os prometidos se conheciam no dia do casamento, hábito preservado por algumas sociedades de religião muçulmana até hoje. Daí a ênfase na aparência da noiva. Ela tinha, e ainda tem, de ser o reflexo de tudo o que sua sociedade considera belo. Afinal, uma rica embalagem sempre valoriza o produto. 
Esse modelo mercantilista começou a sofrer algum abalo lá pelo século XII, quando surgiu, no ocidente, o ideal do amor romântico. Havia na época um crescente refinamento que foi desembocar no Renascimento, nos séculos XV e XVI, período de ebulição nas ciências, nas artes e, conseqüentemente, nos costumes. Os sentimentos começaram a prevalecer sobre os interesses. Mesmo assim, só no século XIX, quando a rainha Vitória, da Inglaterra, escolheu sozinha o próprio marido, inaugurou-se o modelo de casamento ocidental (veja infográfico).
Em outras culturas, a evolução foi diferente. Homens muçulmanos podem ter até quatro mulheres. A poliandria (mulheres com mais de um marido) também é comum em grupos sociais do Ceilão e do Tibet. Mesmo nesses casos, porém, a noiva não escolhe os parceiros. Era dividida por aqueles que concordam em ratear o seu sustento.


Até que o divórcio os separe
Considerado o casamento do século, o enlace de lady Diana Spencer e do príncipe Charles, de Gales, percorreu todo o ciclo do matrimônio moderno. Do sonho romântico, quando a princesa de conto de fadas passeou de carruagem pelas ruas de Londres, numa ensolarada manhã de agosto de 1981, até o pesadelo da separação, em 1992, e a dolorosa negociação, quatro anos depois, para um divórcio que envolvia muito dinheiro, a guarda dos filhos e a coroa.
Apesar das brigas, infidelidades e escândalos (leia na página ao lado), a situação de Charles é bem mais tranqüila do que a enfrentada pelo rei Edward III. Ele teve que desistir do trono inglês para casar-se, em 1937, com Wally Simpson, porque ela era divorciada. É que a Igreja Anglicana, apesar da sua origem intimamente ligada a um divórcio, (veja o quadro) nunca foi o paraíso dos casais separados. Nos países anglosaxônicos, o rompimento dos laços matrimoniais só passou a ser aceito em 1857. Na França já vigorava desde 1792 e podia ser concedida por muitos motivos, entre eles, incompatibilidade de gênios. Depois, Napoleão Bonaparte, imperador entre 1804 e 1815, a suspendeu para esses casos. A incompatibilidade só voltou a ser admitida em
1975.
Presos à moral católica, que até hoje aceita apenas a separação de corpos, os brasileiros ganharam o direito a divorciar-se apenas em 1977. Retomavam uma prática que era
corriqueira entre egípcios, gregos e romanos, os quais se separavam quando bem queriam. O divórcio só passou a ser um problema em 1439, com a instituição, pela Igreja Católica, do casamento indissolúvel, baseado nas palavras de Jesus: “O que Deus uniu, o homem não separe”.


Só a mulher tem de ser fiel para sempre
No ano passado, o príncipe Charles anunciou que pediria o divórcio, pois jamais se sentaria no trono “com essa mulher ao lado”. Ele estava irritado com as declarações de Diana a respeito de um caso que teria tido depois da separação. A reação foi uma prova de que, em se tratando de adultério, há dois pesos e duas medidas, dependendo do sexo do envolvido. Afinal, em 1993, tornara-se pública uma conversa de Charles com sua amante desde os tempos de casamento, Camila Parker-Bowles, uma mulher casada, na qual o príncipe dizia querer ser o tampax dela. Apesar do escândalo causado pelo diálogo, foi o romance de Diana que detonou o processo de divórcio. 

Faz sentido. Ninguém nunca ouviu falar de cinto de castidade ou honra lavada com sangue aplicados à traição masculina. Entre os gregos e os romanos a mulher podia pagar pelo crime com a vida. Na legislação dos saxões, a pena mais branda consistia na perda do nariz e da orelha.
Apesar do tempo transcorrido, o adultério continua sendo crime no Brasil. A pena mínima, revista no artigo 240 do Código Penal, é de quinze dias de detenção, mas já foi mais pesada. No período colonial o homem traído podia matar a mulher e seu amante. A Justiça quase nunca foi a primeira instância para resolver o assunto. Para fugir da vergonha pública, os maridos referem fazer justiça com as próprias mãos, 

Nem sempre felizes para sempre 

Ao longo da história, as formas de união sofreram muitas metamorfoses e até há bem pouco tempo não tinham nada do romantismo atualalegando depois, nos tribunais, a defesa da honra.


Pré-história
Ainda uma incógnita
Há poucas informações sobre os laços matrimoniais no tempo das cavernas.
Pinturas rupestres (foto) e outros indícios mostram que se vivia em bandos de até trinta pessoas, mas não é certo se havia monogamia ou poligamia. A idéia corrente, do troglodita que arrasta a mulher pelos cabelos, pode não estar longe da realidade, uma vez que o rapto de mulheres de tribos rivais é uma das formas mais antigas de união informal.

900 a.C.
Contratos no Egito
O primeiro contrato matrimonial de que se tem notícia é do ano 900 a.C., no Egito. Naquela civilização, as uniões já eram instituições formais, como mostram diversas obras de arte encontradas por arqueólogos (foto). Os contratos estabeleciam o que a esposa teria direito a receber em caso de divórcio e viuvez.


Séculos V e IV a.C.
Homossexualismo na Grécia
Para os gregos, mulheres, crianças e escravos eram propriedade dos homens. A mulher tinha de se manter virgem para o casamento e fiel ao marido. Este, porém, em alguns casos, reservava o amor aos parceiros do mesmo sexo. Tão pouca importância tinha a mulher que o noivado se passava sem sua presença. Não raro ela se casava contrariada, como mostra a preparação para a noite de núpcias da imagem acima, reprodução de um original grego.


Séculos I a V
Concubinas em Roma
No Império Romano (acima a imagem de um casal, encontrada num sarcófago da época) a união ainda é só um meio para manutenção da família. À esposa cabe procriar. O prazer fica para as amantes, que são aceitas pela sociedade, tranformando-se em concubinas estáveis. A palavra matrimonium é usada para definir o papel da mulher casada: ser mãe. Em contraposição, patrimonium estabelece a parte que cabe ao homem: gerir os bens. Em muitas culturas isso não mudou ainda.


Até o século IV
Rapto entre os bretões
O casamento por rapto persistiu em várias culturas menos desenvolvidas, como tribos bretãs e germânicas, até bem depois do início da Era Cristã, como é representado na imagem abaixo, da qual não se conhece a data. O homem que desejasse uma mulher simplesmente a capturava e levava embora. Na sofisticada cultura grega da Antigüidade também havia esse costume. Na mitologia, há vários casos, como o de Helena, filha de Júpiter, que foi raptada por Teseu, sendo
depois resgata pelos irmãos. Mais tarde, casada com Meneleu, foi levada novamente, desta vez por Páris, que a carregou para Tróia, dando início a uma guerra de dez anos.


Século IV
Surge o dote
Interessados em reduzir os conflitos tribais, os anglo-saxões trocaram o roubo de mulheres pela compra, prática que perdurou por muitos anos, como sugere a obra acima, de Domenico di Bartolo (1400-1455). A bolsa, na mão do homem que entrega a noiva, simboliza o dote. A taxa era chamada wedd e a palavra em inglês para casamento, wedding, deriva desse arranjo. Em sua origem latina, o termo dote, ao contrário, se referia à doação que o pai da noiva fazia ao noivo.
Na França, o dote latino vigorou oficialmente até 1965.


Século XII
Amor não emplaca
Muitas expressões do repertório romântico, algumas vezes emprestadas do vocabulário religioso ou guerreiro, como adorada ou conquista, surgem na primeira metade do século XIII. Nessa época, artistas como Pietro de Crescenzi (1230-1320), autor do quadro acima, começam a pintar casais de namorados. Nas cortes, menestréis compõem e cantam músicas e histórias de paixões para entreter os nobres. Estes, no entanto, continuam a se casar por interesse, usando a
união para consolidar seus impérios e reservando o coração para damas inatingíveis.


Século XV
A benção da Igreja
Reconhecendo o significado político do casamento, a Igreja instituiu a cerimônia religiosa no século IX, mas ela não pegou logo de cara. Apenas a partir de 1439, depois que o Concílio de Florença transformou o matrimônio no sétimo sacramento (os outros são o batismo, a crisma, a eucaristia, a confissão, a ordem e a extrema-unção), o papa conseguiu impôr sua autoridade. O casamento tornou-se indissolúvel, foi extinta a autorização familiar e interditadas a poligamia e o concubinato, regras que valem até hoje. Acima, o casamento do Duque de Borgonha com Isabel de Portugal, no século XV.


Século XVIII
Ordem na bagunça
A revolução francesa, em 1789, teve grande impacto sobre o casamento. Uma nova era começou em 1792, quando a Assembléia Constituinte da França instituiu o casamento civil, retratado na obra acima por Jean Baptiste Mallet (1759-1835). Foi estabelecida uma idade mínima para a união legal de 15 anos para os rapazes e 13 para as moças. O ritual foi dividido em duas partes, a contratual e a religiosa, sendo que somente a primeira valia na hora de registrar os filhos.


Século XIX
Romance no altar
O moralismo da rainha Vitória, que governou a Inglaterra de 1818 a 1901, influenciou muito o comportamento da época. Por isso, sua paixão e casamento com um aristocrata foram fatos históricos. Ao contrário dos nobres de até então, Vitória se casou por amor. Todas as mulheres passaram a querer o mesmo, mantendo o apego à moral típico da rainha e valores como virgindade, fidelidade e dedicação aos filhos. O modelo durou até os anos 60, quando a pílula
anticoncepcional acabou com o medo da gravidez fora do casamento, fazendo o tabu da virgindade perder importância.


Lá vem a noiva, toda de branco...
E você sabe por que ela vem de branco, carregando um buquê de flores e com
véu? Tudo o que vemos nos casamentos tem um significado que vem de longe.


Pedir a mão
Desde os egípcios até a Idade Média, o consentimento dos pais foi condição legal necessária para a realização do casamento. Hoje em dia, no ocidente, é um gesto apenas formal. Aceito o pedido, o pretendente tinha o direito de tocar apenas na mão da moça até o dia do casamento. Nem carinho podia.


Noivado
Na civilizações grega e romana o noivado devia durar cerca de um ano. Quem o rompesse angariava a cólera dos deuses. Na Idade Média, a Igreja punia o rompimento com excomunhão de três anos para as duas famílias.


O pai leva
Até hoje a noiva só deixa o braço do pai para se apoiar no do futuro marido. Se você prestar atenção, vai notar que em momento algum da cerimônia ela caminha sozinha. O significado dessa tradição é literal, a transferência da autoridade sobre a mulher do pai para o marido, sem intermediários.


Festa
Os banquetes de casamento duravam vários dias na Idade Média. Quanto maior a atmosfera de fartura, maior a promessa de fortuna e fertilidade para o casal. Entre os bretões do início da Era Cristã, o rito nupcial consistia apenas de comer e beber durante três dias.


Alianças
A troca de alianças já era comum entre egípcios e romanos, mas só foi considerada essencial no casamento a partir século XVI, com o Concílio de Trento. Seu uso no dedo anular da mão esquerda teve origem no Antigo Egito. Acreditava-se que esse dedo estivesse ligado diretamente ao coração.


Bolo
Os romanos já faziam oferendas a Júpiter com uma espécie de bolo. Os primeiros pedaços deveriam ser divididos entre os noivos e as migalhas que sobrassem, derramadas sobre a cabeça da noiva num ritual de fertilidade. Com a evolução da pâtisserie, no século XVII, aparecem os primeiros bolos brancos, com elaborada decoração.


Véu
Era o elemento mais importante na roupa da noiva romana. Devia ser laranja, simbolizando a chama de Vesta, deusa do lar. Seu objetivo era preservar a pureza da noiva de olhares de cobiça. Na Idade Média foi proibido em casamentos da realeza, para evitar o risco de troca da noiva. Sem muita explicação, a partir do século XVI os véus caíram de moda. Só voltaram 300 anos depois.


Vestido branco
Noivas egípcias já usavam vestes de linho branco. As gregas se apresentavam numa túnica alva e nova, com um cinto que só poderia ser desatado pelo marido. Na Idade Média a tradição caiu por terra. Por volta do século X, começaram a chegar à Europa as sedas, veludos e brocados vindos do Oriente, que logo passaram a ser símbolo de status no casamento. De preferência em vermelho, com acessórios de ouro e pedras preciosas. Só no século XIX o branco voltou, como símbolo de pureza. Hoje, a cor prevalece, mas sua associação com a virgindade foi relaxada.


Buquê
Símbolo de fertilidade, o buquê de flores é relativamente novo. As noivas romanas carregavam buquês de ervas, cujos aromas fortes, acreditava-se, podiam espantar os maus espíritos. Isso sem falar dos seus poderes afrodisíacos.


Dama de honra
Como as noivas da Antigüidade não passavam de crianças, na hora de se vestir precisavam da ajuda das irmãs. Na cerimônia, as pequenas damas tinham a função de proteger a noiva de espíritos ruins em seu cortejo até a igreja. Para confundi-los, usavam roupas iguais às das noivas.


Noiva no colo
Em épocas em que se acreditava que os espíritos eram responsáveis por quase tudo, eles significavam uma ameaça constante também à fertilidade. Para poupar a frágil noiva dos malefícios de eventuais malfeitores etéreos escondidos no chão, na entrada da casa nova, o maridão tinha de carregá-la no colo.


Lua-de-mel
Na Antigüidade, como o satélite da Terra tivesse uma conotação de inconstância, a lua-de-mel servia para lembrar o casal que, assim como as fases da Lua mudam, o afeto (mel) também pode aumentar e diminuir. Por conta disso, os noivos tinham o ciclo de uma Lua, praticamente um mês, para esquecer os afazeres diários e se dedicar aos prazeres sensuais.

Mês das noivas
As noivas cristãs preferem o mês de maio por ser este dedicado a Maria, que é considerada uma protetora das uniões. Segundo conta a Bíblia, foi a pedido da Virgem que Jesus realizou o seu primeiro milagre; a multiplicação dos pães e do vinho numa comemoração de casamento.
Vestidos para casar
Todas as culturas valorizam o traje da noiva, mas algumas mantêm tradições bem diferentes das que vigoram no mundo ocidental.


Coréia
Hoje é comum a noiva coreana adotar o traje ocidental, mas ela costuma usar este wonsan (vestido) na festa, depois da cerimônia religiosa. Segundo a tradição, é a última vez que pode vestir vermelho. Casada, deve adotar o azul. As faixas em amarelo, azul, vermelho, branco e verde das mangas representam, respectivamente, vida longa, riqueza, saúde, respeito e honra. O arranjo preto da cabeça é uma homenagem à vida.


Tunísia
Este traje é usado principalmente no Sul do país. Os detalhes dourados são bordados pelos parentes da noiva e simbolizam sua fertilidade. As argolas presas ao vestido, de ouro, mostram a riqueza da família da mulher. Apenas o chapéu não representa nada em especial. Em geral, as tunisianas não cobrem o rosto, mas o pintam, assim como as palmas da mão, com henna, para a cerimônia.


Nigéria
As nigerianas mais tradicionais podem usar um iro (blusa) e um buba (pano enrolado no corpo) ou o abad (traje completo). As cores não têm nenhum significado, mas o pano usado para enrolar o cabelo e o xale colocado por cima, bastante decorado, simbolizam a saúde e a beleza da noiva. A menina é uma acompanhante da recém-casada. Deve viver com ela até atingir a maioridade e se
casar.


Índia
Os casamentos das indianas costumam ser arranjados e os pais da noiva oferecem um dote ao noivo. O saree (roupa tradicional no país) da cerimônia deve ser de seda, com cores fortes. Não tem um significado especial. Os enfeites da cabeça são feitos por amigas da noiva. A roupa do noivo também é apenas um traje de gala. O turbante é obrigatório.


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Este vestido é usado principalmente nas regiões rurais e menos desenvolvidas do Sul do país. Não tem uma cor obrigatória, mas é comum a escolha do vermelho, que representa alegria na cultura local. Os panos usados sobre a cabeça e no pescoço, assim como a máscara do rosto, costumam compor o traje, embora não tenham significados particulares. A noiva pode optar por tirar ou não a máscara durante a cerimônia.


O “jeitinho” dos nobres 

Não é só no Brasil que há jeito para tudo. Muitos nobres europeus burlaram a interdição do divórcio e se separaram para casar de novo.


Princesa esperta
A princesa Alienor de Aquitânia (um estado francês) tinha 13 anos quando se casou, em 1137, com o rei Luís VII, da França. Onze anos depois, apaixonada por outro, pediu a anulação da união, alegando que o marido era seu parente de quarto grau. Na época, era proibido o casamento de parentes até sétimo grau.
Três anos depois Alienor se casava com outro primo. De segundo grau.


Rei autoritário
Em 1509, mais uma vez a Igreja fez vista grossa e o rei Henrique VIII da Inglaterra pôde se casar com uma prima de primeiro grau colateral, Catarina de Aragão. Passados dezessete anos, apaixonado por Ana Bolena e insatisfeito pelo fato de a mulher não ter-lhe dado um herdeiro homem, ele tentou recorrer à mesma lei que possibilitou a separação de Alienor, mas não obteve sucesso. Indignado, o rei rompeu com os católicos e criou sua própria Igreja, a Anglicana, a primeira instituição cristã a aceitar o divórcio. Como a nova mulher também não lhe desse o tão almejado filho, foi decapitada. Depois, o rei ainda casou quatro vezes.


Quantos se divorciam
Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 777 460 brasileiros se casaram em 1994. No mesmo ano, 77 158 se divorciaram. A taxa de divórcio, portanto é de 10% dos casamentos.

O outro lado da cerca
Nunca ninguém se espanta com o adultério masculino. Mas alguns casos se tornaram tão célebres que merecem ser lembrados.


Teúda e manteúda
Embora o Código Criminal do Império considerasse crime a manutenção de mulher “teúda e manteúda”, os romances de Dom Pedro I com várias mulheres, e em especial com a bela Domitila de Canto e Melo, dama de companhia de sua esposa, Leopoldina, nunca foram punidos. O imperador chegou a dar à amante, com quem teve dois filhos, o título de Marquesa de Santos. Quando Leopoldina morreu, em 1826, Dom Pedro tentou provar que a marquesa tinha sangue azul, para poder desposá-la. Mas foi inútil. Teve de se contentar com uma princesa austríaca, a única que aceitou um homem de tão má fama.


O eleitor não perdoa
Em países muito moralistas a Justiça pode tolerar, mas o eleitorado não perdoa derrapadas de homens públicos. O sonho do senador Ted Kennedy de se tornar presidente dos EUA, por exemplo, foi interrompido em 1969, quando ele deu uma escapada com a secretária e, por azar, sofreu um acidente de carro, no qual a moça morreu. O fantasma do adultério tornado público atrapalhou muito a carreira do irmão de John F. Kennedy.


Quantos são infiéis 

De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Sexologia, com sede no Rio de Janeiro, 15% das mulheres e 65% dos homens brasileiros já tiveram ao menos uma experiência sexual fora do casamento.

PARA SABER MAIS
História da Vida Privada, coleção de cinco volumes dirigida por Philippe Ariès e
Georges Duby, Companhia das Letras, São Paulo, 1990.
L·Histoire du Mariage, Sabine Jeannin Da Costa, Éditions de La Martinière, Paris,
1994.
The Bride, Barbara Tober, Lonmeadow Press, Stanford, 1984.
A Vida na Grécia Clássica, Jean-Jacques Maffre, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro,
1989.

Fonte: https://super.abril.com.br/cultura/eu-vos-declaro-marido-e-mulher/

publicado por momentoskatia às 21:06

03
Jul 20

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Há vários séculos, as mulheres lutam em todos os continentes, buscando oportunidades para participar de forma integral na vida política, econômica e cultural de seus países. Foi preciso que 129 mulheres fossem trancadas e queimadas vivas dentro de uma fábrica na Inglaterra, quando discutiam em uma reunião os direitos que poderiam reivindicar, tais como amamentar seus filhos, horas extras, etc, para que a luta pelos seus direitos passasse a ter importância pela humanidade.

Cinquenta anos depois, também no dia 8 de março, desta vez, em 1910, foi criado o Dia Internacional da Mulher.

Fazendo uma retrospectiva, verificamos que Jesus valorizou a mulher quando levantou e garantiu a mulher adúltera recomendando-lhe, porém, que não pecasse mais, livrando-a do apedrejamento da lei mosaica .

No entanto, o rei Salomão, filho do rei David, citado como o mais sábio dos homens, casou-se com a filha do faraó, mas teve como mulheres 300 princesas e 700 concubinas.

No Oriente Médio, os muçulmanos ainda mantêm o regime poligâmico; o homem pode ter até quatro mulheres desde que possua condições econômicas e possa ampará-las.

No século XVIII, nos EEUU, uma jovem se formou em Medicina e lutou muito para obter o diploma a que fizera jus. Em 1866, Allan Kardec publicou um artigo na Revista Espírita, em Paris, com o artigo palpitante naquela época Mulher em alma?, defendendo na ocasião uma jovem que se formara em Direito e teve dificuldades para ser diplomada.

A coragem e a persistência de uma jovem do Afeganistão serve de exemplo para todos: um grupo de homens jogou-lhe ácido no rosto, causando-lhe problemas na visão. Ela disse que continuaria a ir à escola por recomendação de seus pais.

Os desafios globais do século XXI nos fazem meditar sobre as conquistas da mulher ao longo dos anos; mais mulheres comandam governos no mundo inteiro, mas existe muito ainda a ser conquistado. O atual presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, assinou a Lei Lili Ledbetter, de pagamento justo, fortalecendo as mulheres a contestar salários desiguais.

Por último, a evolução da mulher se deve muito aos homens que as incentivam a exercitar os seus direitos, reconhecendo a importância de seu papel na estabilidade da paz no mundo.

Disse o poeta Victor Hugo:

O homem é a mais elevada das criaturas;

A mulher é o mais sublime dos ideais.

O homem é capaz de todos os heroísmos;

A mulher, de todos os martírios.

O heroísmo enobrece, o martírio sublima.

O homem é um código;

A mulher é um evangelho.

O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; a mulher é o sacrário.

Ante o templo nos descobrimos;

Ante o sacrário nos ajoelhamos.

O homem pensa; a mulher sonha.

Pensar é ter, no crânio, uma larva;

Sonhar é ter, na fronte, uma auréola.

O homem é a águia que voa;

A mulher o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço;

Cantar é conquistar a alma.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;

A mulher, onde começa o céu. 

*

No entanto, a mulher cansou de ser apenas o rouxinol que canta, resolveu também voar e dominar o espaço.

Para se alçar voos harmoniosos e felizes precisamos de duas asas; o homem é uma asa, e a mulher é a outra asa, podendo voar até as alturas.

A mulher tem como âncora saber que a força de propagação da vida está com ela. O homem precisa da mulher para conhecer os mistérios da vida. São transparentes na história mundial os fortes aspectos da mulher em querer cuidar dos necessitados e menores. Assim sendo, tanto o homem como a mulher têm potencial para colocar isso em prática.

Resta mencionar que a China não progrediu sob a autoridade do Ts Sen-Hi, a rainha católica da Espanha revelou mais visão do que todos os sábios de seu tempo. Isabel apostou em Colombo e mudou o destino do mundo.

É! Maktub!

(Iomar David Fonseca é procuradora do Estado de Goiás, jornalista e articulista)

Fonte: https://pge-go.jusbrasil.com.br/noticias/1012707/a-evolucao-da-mulher

publicado por momentoskatia às 22:18

30
Jun 20

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Curiosidades dos Anos 1600 a 1700:

Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não têm banheiros. Na Idade Média, não existia escovas de dentes, desodorantes, muito menos papel higiênico. Os excrementos humanas eram despejados pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1500 pessoas, sem a mínima higiene.
 
Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
Também não havia o costume de tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas “usados” como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existiam banheiros.
 
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável.
Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos “maio” como “o mês das noivas” e a explicação da origem do buquê de noiva.
 
O banhos eram tomados em uma única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles a água da tina já estava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês “don’t throw the baby out with the bath water”, ou seja, literalmente “não jogue o bebê fora junto com a água do banho”, que hoje usamos para os mais apressadinhos.

Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais pularem para o chão. Assim, a nossa expressão “está chovendo canivete” tem o seu equivalente em inglês em “it’s raining cats and dogs” (está chovendo gatos e cachorros).

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho).
Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.

A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver. 
Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que o morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira do pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria “saved by the bell”, ou “salvo pelo gongo”, expressão usada por nós até os dias de hoje.

São várias as fontes do texto acima, porem o mais antigo é da: www.academia.edu/9301360/Curiosidades_dos_anos_1600_a_1700
 
Retirei do facebook - Pedagogia da Depressão
publicado por momentoskatia às 20:10

02
Jun 20

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30 frases machistas que tentam te controlar e você não percebe...

1. Você é uma mocinha. Aprende a sentar.

2. Menina não brinca de luta.

3. Menina não grita.

4. Você é uma princesa.

5. Fecha as pernas. Senta direito!

6. Já sabe cozinhar, já pode casar!

7. Por que você tá brava? É TPM?

8. Mulher com pelo parece um homem.

9. Vestido curto demais. Tá pedindo...

10. Trocou uma de 40 por duas de 20.

11. Pra ficar bonita, mulher tem que sofrer.

12. Mulher no volante, perigo constante.

13. A única coisa que você pilota bem é fogão.

14. Mulher não gosta de homem; gosta de dinheiro.

15. Uma mulher só é completa quando tem filhos.

16. Se acabou depois dos filhos.

17. Tá gorda demais.

18. Tá magra demais.

19. Não corta o cabelo!

20. É muito bonita pra ser inteligente.

21. Mulher de boca suja é horrível.

22. Muito fresca.

23. Mulher age com emoção e não com a razão.

24. Mulher não sabe jogar futebol.

25. Mulher e carro, quanto menos rodados, melhor.

26. Mulher é muito problemática.

27. Na hora de pagar a conta, nenhuma mulher é feminista.

28. Mulher falando palavrão é feio.

29. Mulher tem que se cuidar. = focar na aparência

30. Não existe mulher feia. Existe mulher pobre.

Mulheres, atenção!

Vocês são incrivelmente maravilhosas.

Você não está maluca ou fora de si quando fica brava. Você tem sentimentos.

Você não precisa ter filhos pra se sentir completa. Você já é um ser humano completo e incrível.

Tenha filhos se você quiser. Jamais se sinta obrigada a isso.

Não interessa se seu cabelo é longo, curto, cacheado, crespo, liso, black. Quem manda nele é você!

Você pode gostar de cozinhar, sim. Assim como você pode gostar de dirigir, jogar futebol e lutar.

Aliás, seu sobrenome nesse mundo machista é LUTA, gata. Faça o que sente vontade.

Não interessa se seu vestido é longo ou curto. Ninguém tem direito de te assediar, te maltratar, te violentar. Você é livre.

Você não precisa sofrer pra ficar bonita. Se gosta de frequentar salão de beleza, frequente. Se não gosta, não frequente. A escolha é sua. Você é livre.

Você não é nervosinha nem teimosa. Você é assertiva e tem opinião própria.

Cuidar-se não significa depilar, pintar unhas ou fazer escova no cabelo. Cuidar-se significa tomar banho, escovar os dentes, ter unhas limpas, fazer check-up anual. E isso serve pra qualquer ser humano.

Gorda ou magra, você é foda. É uma característica sua. Assim como alta ou baixa.

E, sim, xingue se quiser e se achar apropriado.

Você vai envelhecer. Seu cabelo vai ficar branco. Sua bunda vai cair. Exatamente o mesmo vai acontecer com seu pai, seu irmão, seu marido, seu amigo. Relaxa.

Você não é fresca. Você tem seus limites. Respeite-os. E não se sinta obrigada a nada.

Você aprendeu a andar, a sentar, a movimentar-se quando ainda era um bebê! Não precisa aprender a andar como uma modelo nem sentar "como uma menina". Isso não existe. Tá cansada? Senta! Dane-se como!

Você pode ser inteligente e bonita. E você pode ter suas futilidades. E pode odiar maquiagem e amar livros. Também pode amar livros e sapatos. Não há regras. Siga seu coração.

Por último, não deixe ninguém dizer o que você pode ou não fazer por ser mulher.

Você pode o que quiser, como quiser, quando quiser.

publicado por momentoskatia às 20:22

19
Mai 20

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- Pegue a correspondência.
- Espere o elevador chegar e veja se não tem ninguém.
- Passe álcool nos botões do elevador.
- Suba e vá até sua porta.
- Tire a máscara.
- Desembace os óculos.
- Faça massagem nas orelhas.
- Passe álcool nas orelhas e nas mãos.
- Passe álcool nos óculos.
- Tire o sapato.
- Abra a porta.
- Passe álcool na sola do sapato.
- Não deixe a porra do gato sair no corredor.
- Ponha a correspondência na mesa.
- Pegue o gato que saiu.
- Passe álcool nas patas do infeliz.
- Passe álcool nas meias porque você correu atrás do gato no corredor.
- Tire as meias.
- Tire a roupa.
- Não, pô, só quando você estiver dentro de casa.
- Passe álcool no corpo.
- Passe álcool na roupa.
- Passe álcool no chão aonde você deixou a roupa.
- Passe álcool na correspondência.
- Passe álcool na mesa aonde você colocou a correspondência.
- Procure o gato.
- Putaqueopariu. Vá pegar de novo o gato no corredor.
- Espere!!!! Coloque a roupa antes. Agora vai.
- Pegue o gato e passe álcool nas patas dele.
- Jogue a porra do gato para dentro do apartamento.
- Passe álcool na sola dos pés.
- Passe álcool na maçaneta do lado de fora.
- Passe álcool na maçaneta do lado de dentro.
- Passe álcool no molho de chaves.
- Passe álcool na sua carteira.
- Passe álcool no RG.
- Passe álcool no cartão da C&A.
- Passe álcool nas moedas.
- Passe álcool nas notas.
- Passe álcool nos cartões de crédito. Até nos vencidos que você guarda sabe-se lá porquê.
- Passe álcool na sua CNH.
- Passe álcool no vidro de álcool.
- Passe álcool nas mãos.
- Cadê a porra do gato?

 

autor desconhecido

publicado por momentoskatia às 17:19

05
Mai 20

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“Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: ”Que tamanho tem o universo?”

Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: ”O universo tem o tamanho do seu mundo. ”

Perturbada, ela novamente indagou: ”Que tamanho tem meu mundo?”

O pensador respondeu: ”Tem o tamanho dos seus sonhos. ”Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil .

Os sonhos regam a existência com sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances.

A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos, faz dos jovens idosos.

Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.

Sonhe!"

Augusto Cury

publicado por momentoskatia às 17:22

08
Abr 20

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Vale muito apenas ler!!!💕

“ Em junho de 2018, poucos dias antes do dia dos namorados, minha namorada terminou comigo.
Eu fiquei sem entender. Voltei pra casa e durante todo o caminho me perguntava: “Por que?”.
A única coisa que vinha na minha cabeça era a voz dela dizendo: “ Eu amo você ”.
Eu passei um mês sofrendo procurando respostas para o que estava acontecendo.
Um dia, entrei no quarto do meu pai chorando e perguntei: “ Pai, ela dizia que me amava. Então, por que ela terminou comigo? ”.
Ele respondeu: “ Meu filho, quando alguém entra na sua vida e depois de algum tempo vai embora, pode ser qualquer coisa menos amor ”.
Eu disse: “ Não da para entender.
Um dia, existe amor e no outro tudo acabou ”.
Ele respondeu: “ Você nunca vai superar seus traumas se continuar procurando no amor uma lógica.
Construa uma nova história”.
Eu perguntei: “ E de onde vem essa força pra começar algo novo? ”
Ele respondeu: “ Não se preocupe com isso todo começo vem de um final ”.
Uma semana depois, meu pai foi diagnosticado com uma doença rara e degenerativa que iria matá-lo em alguns dias.
Minha mãe não o abandonou. Ela ficou.
Meu pai saia toda sexta para comer pizza com dois irmãos.
Quando ele parou de andar, meus tios começaram a trazer a pizza aqui em casa.
Eles diziam: “ Sem o seu pai, não tem graça”.
E ficavam a noite inteira dando gargalhadas.
Hoje, meu pai não consegue mais comer.
Mesmo assim, toda sexta meus tios passam aqui em casa. Meu pai estudou em Ouro Preto-MG. Na formatura ele combinou com três amigos de se encontrarem de cinco em cinco anos.
Este ano, meu pai não pode ir porque ele não anda mais.
Os amigos dele saíram do interior de Minas e vieram até aqui em casa. Todo formando tem uma foto pregada na parede na república que estudou.
Os amigos do meu pai trouxeram a foto dos quatro.
Pregaram a foto de cada um na parede do quarto e disseram: “ Agora, a nossa república é a sua casa ”.
E combinaram que daqui cinco anos estariam de volta.
Meu pai chorou.
Meus pais completaram 29 anos de casados dia 2 de junho.
Eles sempre dançaram nesse dia.
Meu pai não consegue mais se levantar.
Minha mãe entrou no quarto e colocou a música que eles dançavam.
Ela disse: “ Meu filho, traz a cadeira de rodas ”.
Eu perguntei: “ O que você vai fazer? ”
Ela respondeu: “ Vou fazer o que seu pai faria por mim ”.
Eu busquei a cadeira de rodas.
Minha mãe colocou meu pai na cadeira.
Ela ajoelhou ao lado dele e disse: “ Vamos dançar ”. Abraçou meu pai e fez a cadeira girar.
Ela ficou ajoelhada a música toda.
Meu pai chorava e ria ao mesmo tempo.
Eles ficaram ali dançando e se divertindo.
Eu voltei pro meu quarto chorando.

Abri o notebook e resolvi escrever esse texto.

Porque eu vejo o mundo distorcendo ou complicando demais o amor.
Um monte de gente dizendo fique com alguém que faz isso, que faz aquilo, que te de isso, que não sei o que mais.

Esse monte de regras e exigências são coisas criadas pela cabeça.

E, meu velho, não sei se você sabe mas o amor é criado pelo coração.

O resto, é ilusão.
Então, acredite.
O amor, amor completo é quando você quer o outro sempre perto.

Só isso. 😍💏

Acredite no Amor!!! 
Autor :Ique Carvalho!

publicado por momentoskatia às 16:13

23
Mar 20

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Confira as frases mais marcantes da produção:

- "Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas, elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar."

- "A dor às vezes nos retorce por dentro e nos impulsiona a fazer o impensável."

- "Você quer a promessa de uma vida sem dor, isso não existe."

- "Viver sem amor é como cortar as asas de um pássaro."

- "O perdão não gera uma relação, é simplesmente soltar o pescoço do outro."

- "Só porque você acredita firmemente numa coisa, não significa que ela seja verdadeira."

- "A confiança é fruto de um relacionamento em que você sabe que é amado."

- "Deus não precisa castigar as pessoas pelos pecados. O pecado já é o próprio castigo, devora as pessoas por dentro."

- "Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas, elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar."

- "O amor sempre deixa uma marca".

Fonte: https://www.net.com.br/conteudo/filmes-e-series/confira-10-frases-profundas-e-reflexivas-do-filme-a-cabana

 

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publicado por momentoskatia às 19:43

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O presente como única realidade. Os verdadeiros amigos. Uma inesperada saída ante o medo. Pequenas lições dos povos do norte que nos ajudam a superar as adversidades diárias.

Os 70.000 esquimós (ou inuit, que significa “povo” em seu idioma) residem num território que abrange o Canadá, o Alasca, a Sibéria e a Groelândia. Os habitantes do Ártico têm uma mitologia e uma espiritualidade próprias. Segundo a escritora e ensaísta norte-americana Annie Dillard, eles acreditam que “cada indivíduo possui seis ou sete almas, encarnadas por pessoas diminutas espalhadas por diferentes partes do corpo”. Uma das crenças mais belas desses povos do norte é que as estrelas são buracos no céu que deixam passar a luz dos seres queridos que já morreram, para que aqui embaixo saibamos que são felizes.

Talvez pelas duras condições de vida desses habitantes do frio, sua sabedoria popular expressa a arte cotidiana de superar as circunstâncias mais difíceis. Vejamos algumas dicas que podem ser úteis também para o nosso dia a dia.

Ayurnamat. Esse termo inuíte não tem uma palavra equivalente em nosso idioma, mas engloba uma filosofia vital que podemos resumir nesta frase: “Não vale à pena se preocupar com as coisas que não podemos mudar.” Essa mesma ideia existe nas tradições chinesa e árabe, mas o fato de que os esquimós tenham um vocábulo específico indica até que ponto ele faz parte da sua cultura. A sobrevivência exige concentrar-se apenas no que depende de nós mesmos, deixando de fora tudo aquilo sobre o qual não temos controle.

“Não faça em sua casa janelas tão pequenas que impeçam a claridade de entrar nos quartos.” Tomando isso de forma literal, é compreensível que, nos assentamentos onde há pouca luz durante boa parte do ano, seja preciso facilitar a entrada de Sol. Mas essa frase inuíte possui uma segunda leitura mais pessoal. Se o seu olhar sobre a realidade é estreito, você sempre verá tudo escuro ou diretamente preto, já que a sua visão é influenciada por seu olhar. O melhor remédio contra o pessimismo e a negatividade é ampliar horizontes e entender que há um mundo muito amplo além dos nossos problemas.

“Você nunca saberá realmente quem são os seus amigos até que o gelo se rompa sob os seus pés.” Levando ao nosso entorno urbano, a atriz Marlene Dietrich dizia que “os únicos amigos que contam são os aqueles para quem você pode ligar às quatro da madrugada”. Em situações de comemoração e tranquilidade, certamente podemos ter a ilusão de que contamos com muitas amizades, mas a pedra de toque são os momentos difíceis. Ante uma ruína econômica, uma separação ou uma longa doença – equivalentes ao gelo que se rompe –, muitas pessoas desaparecem e só uma minoria continua presente, dando o melhor de si. Esse filtro revelador é uma das coisas que podemos agradecer à adversidade.

“Os presentes fazem escravos, assim como o chicote faz o cão.” Todos temos em mente a imagem de um trenó puxado por cachorros cruzando o território nevado. Os animais cumprem sua missão à força, empurrados pela chibata de quem os conduz. Do mesmo modo, segundo a sabedoria dos esquimós, aceitar um presente muito caro nos coloca numa posição de debilidade frente ao outro, já que inconscientemente nos sentiremos obrigados a devolver o favor. Isso é algo que nós mesmos devemos levar em conta quando oferecemos um presente. Deveríamos nos perguntar antes: entrego isso de forma generosa e espontânea, ou esperarei algo em troca com o tempo?

“Se você tem medo, mude de caminho.” Essa inspiração esquimó parece ir de encontro ao moderno coaching, que aconselha desafiar as crenças limitadoras e sair da zona de conforto. Mas há outra interpretação: se for fazer algo com dúvida e desconfiança, melhor não fazer. Um exemplo seria iniciar uma relação sentimental sob o temor de ser enganado ou de que as coisas não darão certo por qualquer outro motivo. É preciso domar o medo primeiro para viver e amar com liberdade.

“O ontem são cinzas, e o amanhã é madeira. Só hoje o fogo arde com todo o seu esplendor.” Encontramos equivalentes dessa ideia no zen japonês e em praticamente todas as tradições espirituais. Isto é tão simples quanto difícil de aplicar, a não ser que sejamos conscientes em cada um dos nossos atos. A existência é formada por momentos, e quem não sabe desfrutá-los se condena a viver sempre na melancolia do passado ou no desejo do futuro.

Autor: Francesc Miralles

Fonte:  https://brasil.elpais.com/brasil/2020/03/02/eps/1583148380_800866.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200310

publicado por momentoskatia às 15:23

16
Fev 20

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Experimente as maravilhas da meditação mindfulness sem a prática formal.

- 8 Exercícios Rápidos que Cabem Facilmente em Seu Dia

Embora a meditação mindfulness esteja na moda hoje em dia, a maioria das pessoas têm pouco tempo para a prática formal. Estudos apontam que tem muitos benefícios, incluindo a redução da depressão e da dor, acelerando a cognição, aumentando a criatividade, limpar a mente e muito mais. Se você está procurando uma maneira rápida e fácil de adicionar um pouco de meditação mindfulness ao seu dia sem a prática formal, então estes exercícios são para você.

1. Caminhando

Se você fizer qualquer período de caminhada durante o dia – pelo menos dez ou quinze minutos – então você pode fazer um pouco de meditação andando. Vai ser mais fácil se for feito em algum lugar com menos distrações, mas experimente em qualquer lugar e veja o que acontece.

Trata-se de focalizar a atenção. No início, as pessoas costumam se concentrar na sensação de seus pés tocando o chão. Você pode facilmente se concentrar na sua respiração ou mover a atenção em torno de seu corpo, parte por parte. A chave, porém, é desenvolver um tipo de atenção relaxada. Quando sua mente divagar para longe, traga de volta suavemente, sem julgar a si mesmo.

2. Comendo

Você pode praticar um pouco enquanto você come. Quando você der a primeira mordida em qualquer refeição, basta ter um momento para realmente prestar atenção ao paladar. Olhe para a comida com cuidado, sinta as texturas em sua boca, sinta o cheiro e observe como seu corpo reage a ele. Você não precisa continuar assim até o fim da refeição, mas faça de vez em quando para concentrar sua atenção.

3. Na Pausa

Verificar e-mail tornou-se, para muitos, o que fazemos, entre uma tarefa e outra, por vezes, como uma espécie de pausa. Mude isso. Em vez disso, deixe o e-mail e tenha um pouco de atenção plena durante a pausa. Vá para longe do computador, da TV, do tablet ou do celular. Sentar-se por um momento e perceba as sensações em seu corpo e mente.

Como você se sente? O que você pode ouvir?

Tente estar presente naquele momento. Se a sua mente divagar para tarefas que você tem que completar ou começa a trabalhar sobre as coisas que aconteceram ontem, deixe ir e gentilmente traga o foco da sua mente de volta ao presente. Basta estar onde quer que esteja, por alguns momentos.

A atenção plena não é a tentativa de dar sentido a algo, é dar atenção a esse momento.

4. Ouça Atentamente

A qualquer momento que seja conveniente, tente. A gente se acostuma a uma série de sons que estão ao nosso redor e rapidamente começa a ignorar. Se você mora na cidade, pode haver sirenes da polícia, latidos, buzinas, uma música ao longe. No campo poderia haver árvores farfalhando, pássaros cantando ou o ranger do portão.

O que você pode ouvir agora?

Ou, coloque uma música e realmente ouça por um período curto: tente ouvir a música sem pensar nela. Tente não deixar a mente vagar para as coisas que você lembrar, para os julgamentos sobre a música ou pensar sobre a letra. Apenas permita que a música flua sobre você e deixe você fluir para a música.

5. Escovação Consciente

Algumas coisas nós fazemos tantas vezes que quase nem notamo mais. Hábitos, como escovar os dentes, geralmente são executados automaticamente, enquanto a mente salta fora para outros planos, preocupações ou arrependimentos.

Em vez disso, tente se concentrar e realmente experimentá-la. Repare como a escova se move sobre os seus dentes e ao gosto do creme dental.

Outra rotina que pode ser feita conscientemente é tomar banho. Traga sua mente de volta quando ela vagas a outras preocupações ou pensamentos. Você pode executar qualquer tarefa conscientemente e você pode ser surpreendido com o que você vai perceber.

6. Apenas uma Respiração

A qualquer momento durante o dia, tenha um momento para se concentrar na sua respiração. Inspire, expire.

Concentre sua atenção em como se sente, onde você percebe o ar em movimento, como o seu tórax e abdômen se movimentam. Experimente agora.

7. Uma Vela

Esta requer um pouco de preparação: você precisa de uma vela e uma sala escura. Sente-se por um tempo observando a vela e focando a chama (não se sente muito perto). Na verdade, você não está ‘tentando’ fazer nada: é apenas observar a vela de uma forma simples e pura.

8. A Natureza

Se a sua caminhada de meditação for em um parque ou qualquer espaço verde, então esta é a oportunidade perfeita para um pouco mais de atenção.

Pode ser sentado, caminhando, fique mais consciente da natureza ao seu redor. Veja os diferentes tipos de folhas; ouça os cantos de pássaros, sinta o vento e o ruído distante do tráfego; sinta o sol aquecendo seu rosto.

Mais uma vez, depois de alguns instantes, sua mente pode tentar passear para longe. Seja gentil com você mesmo: traga gentilmente a sua atenção de volta à natureza e seus arredores.

Muitas pessoas fazem isso naturalmente quando eles estão na natureza, mas não necessariamente colocam o nome de meditação.

Não importa como você chama, desde que a sua atenção esteja focada no momento presente.

Não é fazer, é ser.

Estas são algumas ideias sobre como praticar a atenção plena durante o dia.

Como especialista em mindfulness, Dr. Jon Kabat-Zinn, diz:

Mindfulness significa prestar atenção de forma particular; de propósito, no momento presente, e sem julgamentos.

 

Fonte: https://cristianethiel.com.br/meditacao-mindfulness-8-exercicios-rapidos-que-cabem-facilmente-em-seu-dia/?utm_content=buffer8c448&utm_medium=social&utm_source=pinterest.com&utm_campaign=buffer/

publicado por momentoskatia às 17:35

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