18
Set 20

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-Engole o choro!
-Engole sapo!
-Cala a boca!
-Cala o peito...

Mas o corpo fala, e como fala!

Fala a ponta dos dedos batendo na mesa...
Falam os pés inquietos na cama...
Fala a dor de cabeça.
Fala a gastrite, o refluxo, a ansiedade.
Fala o nó na garganta atravessado.
Fala a angústia, fala a ruga na testa.
Fala a insônia, o sono demasiado..

Você se cala, mas o falatório interno começa.

As pessoas adoecem porque cultivam e guardam as coisas não digeridas dentro de seus corações...
Expressar-se tranquiliza a dor!
Dor não é pra sentir pra sempre...
Dor é vírgula! Então faz uma carta, um poema, um livro.
Canta uma música.
Pega as sapatilhas, sapateia.
Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigos, nem que seja virtual...
Faz corrida no parque.
Fala pro seu analista, fala para Deus... Se pinta de artista!
Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu, mas não se cale!!! Pois “se você engolir tudo que sente, no final, você se afoga!”

CORAÇÃO NÃO É GAVETA! 
O corpo fala!

autor desconhecido

fonte: facebook

publicado por momentoskatia às 00:02

10
Set 20

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A GENTE VAI EMBORA e fica tudo aí,
os planos a longo prazo e
as tarefas de casa,
as dívidas com o banco,
as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.

A GENTE VAI EMBORA
sem sequer guardar as comidas na geladeira,
tudo apodrece,
a roupa fica no varal.

A GENTE VAI EMBORA,
se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua,

as pessoas superam, reagem, se levantam e seguem suas rotinas normalmente.

A GENTE VAI EMBORA
e as brigas, as grosserias, a impaciência, a intolerância
só serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.

A GENTE VAI EMBORA
e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos
se transformam em um imenso vazio, não existem problemas.
Os problemas moram dentro de nós.
As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem a influência que permitimos.

A GENTE VAI EMBORA
e o mundo continua caótico,
como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença.
Na verdade, não faz.
O mundo não chorará por você.
Somos pequenos, porém, prepotentes.
Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.

A GENTE VAI EMBORA, pois é.
É bem assim: Piscou, a vida se vai...
A vida é como um vapor de fumaça que logo passa.
O cachorro é doado e se apega aos novos donos.
Os viúvos se casam novamente,
fazem sexo, andam de mãos dadas e vão ao cinema.

A GENTE VAI EMBORA
e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa.
As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.
Aquelas coisas que não foram usadas serão usadas por outros.

Quando menos se espera, A GENTE VAI mandar embora a saúde, a beleza...
Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, fizesse amor hoje,
talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.
Talvez a gente esperasse menos dos outros,
se a gente esperasse pela morte,
talvez perdoasse mais,
praticasse mais ações voluntárias,
dissesse mais “EU TE AMO, QUE BOM QUE VOCÊ EXISTE”,
risse mais,
saísse à tarde para ver o mar
ou erguesse os olhos para admirar as estrelas,
talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.
Quem sabe a gente pudesse entender
que não vale a pena se entristecer com as coisas banais,
ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.

O tempo voa!!
A partir do momento que a gente nasce,
começa a viagem veloz com destino ao fim
- e ainda há aqueles que vivem com pressa!
Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos,
porque
A GENTE VAI EMBORA
o tempo todo,
aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!

Que possamos ser cada dia melhores e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!!!

Até porque, A GENTE VAI EMBORA...
.
JRM
fonte: facebook

 

 

publicado por momentoskatia às 23:29

01
Set 20

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1. Você NÃO deve terminar todas as tarefas da casa em um dia. As que fizeram isso estão estressadas e algumas já estão enterradas. As tarefas são DA CASA, não sua e todos devem ajudar, inclusive crianças a partir de 2 anos.

2. TIRE TEMPO PARA DESCANSAR, não é imoral sentar-se, colocar as pernas em cima da mesa e comer algo que você gosta, mexer no celular.

3. DURMA se necessário para que a dor de cabeça desapareça. Aquelas que se recusam a tirar férias, ir embora, tirar tempo livre ou tempo de descanso, suas famílias vão sentir saudades porque se foram prematuramente para a viagem sem retorno.

4. PARE de tomar sedativos para dormir, você está destruindo seu cérebro e seus órgãos. Em algum momento você vai começar a esquecer as coisas. Relaxe o cérebro, se preocupe menos, saia pra caminhar, ria, sorria mais, tudo passará com o tempo.

5. SINTA- ASE em algumas ocasiões, fora de sua casa em silêncio, sozinho; não diga nada, respire ar fresco com calma, agradeça por tudo, não se apresse.

6. Fique em frente ao seu espelho, sorria para si mesma, veja sua beleza interior e exterior, seu conhecimento e sabedoria, isso acende uma aura positiva ao seu redor, para que você possa brilhar com luz própria.

7. VÁ comprar um lanche, sushi ou algo para beber. Simplesmente faça algo por si mesma, mesmo que seu parceiro não o faça por você... Faça você, para que você possa baixar as coisas na sua cabeça.

8. OBTENHA os eletrodomésticos necessários para facilitar o seu trabalho e evitar o estresse, pois ele é o maior assassino silencioso das mulheres.

9. DIGA quando não estiver se sentindo bem, faça algo sobre isso, vá para o centro de saúde, hospital ou chame algum médico próximo, não se sente a esperar que alguém compre medicamentos para você, eles podem voltar tarde e sua vida importa.

10. CONTROLE SUA PRESSÃO E NÍVEL DE AÇÚCAR OCASIONALMENTE, quer você esteja doente ou não. Fazer isso salvou muitas mulheres no passado. Confie nesta boa dica que eu te dou e dê o valor que você merece, ame-se e cuide-se, você é uma grande mulher e não esqueça que você é... Instrumento precioso para DEUS. E por último e, não menos importante

11. AFASTE- SE de pessoas que só te criticam, não reconhecem suas conquistas, só te procuram para falar de problemas ou quando precisam de algo e não tenha medo de dizer NÃO.

Autor: Desconhecido.

publicado por momentoskatia às 16:23

31
Ago 20

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Três leis enunciadas em 1957 explicam as causas da nossa má gestão da agenda. Pare de se fazer essa pergunta e comece a planejar melhor.

Não importa que planos façamos para nos organizarmos melhor. No final do dia sentimos que nos falta tempo para tudo. Inclusive no início do confinamento, muitos de nós acreditávamos ter uma generosa provisão de horas, mas o dia continuava se esvaindo. A que se deve essa escassez endêmica de horas que acaba custando a vida?

Para aqueles que exercem sua profissão em casa, seja porque o faziam antes ou porque aderiram ao home office, essa pobreza é explicada na primeira lei de Parkinson. Foi enunciada em 1957 por Cyril Northcote Parkinson, um historiador naval britânico que ironizava a burocracia. E diz: “O trabalho se expande até preencher o tempo disponível para sua realização”.

A segunda lei de Parkinson, “As despesas aumentam até cobrir todas as receitas”, também tem a ver com nossa escassez de tempo. Uma vez que o dinheiro é obtido em troca de horas de trabalho, viver no limite das nossas possibilidades muitas vezes implica viver no limite da nossa agenda.

A terceira lei diz: “O tempo dedicado a qualquer item da agenda é inversamente proporcional à sua importância”. Pode chocar no início, mas tem uma explicação. Como afirma a economista Cristina Benito em seu livro Time mindfulness, “a falta de tempo é na verdade uma falta de prioridades que tem origem na comodidade, fazendo em primeiro lugar o que é mais fácil para nós”.

Benito destaca que as três leis não se aplicam apenas ao trabalho, mas se estendem à gestão do tempo livre, onde tendemos a preencher todas as horas disponíveis. Em sua origem estaria o chamado horror vacui, expressão latina que pode ser traduzida como “horror ao vazio”. E assim como em determinados períodos da arte, por exemplo, o barroco, em que o artista tendia a preencher todo o espaço disponível, fazemos o mesmo hoje com nossa agenda. Quanto aos motivos que nos levam a preencher todos os vazios temporais, Cristina Benito aponta três:

Uma fixação equivocada pela produtividade. Ocupamo-nos o tempo todo, partindo do princípio de que só o “cheio” agrega valor, como os artistas barrocos. No entanto, o vazio é necessário para que novas ideias surjam. A principal ferramenta de Warren Buffett é uma caderneta em branco que mostra nas entrevistas. Em suas próprias palavras: “Você tem que controlar seu tempo. Diante das demandas de reuniões e coisas assim, sentar e pensar pode ser uma alta prioridade”.

A obrigação autoimposta de agradar aos outros. Preenchemos os vazios de nossa agenda com pedidos alheios: comparecer a uma reunião, a uma festa, a um determinado compromisso. Muitas vezes não temos vontade e preferiríamos ficar em casa lendo um bom livro ou fazer um passeio. Obedecemos por medo de perder a consideração dos outros e pagamos por esse medo com tempo: a única moeda que não podemos restituir.

O medo de se encontrar consigo mesmo. Trabalhar e cumprir compromissos preenche toda a agenda e o nosso espaço mental, o que nos impede de pensar. Isso nos livra de nos fazermos perguntas incômodas que podem se resumir a uma: é esta a vida que quero levar? Sobrecarregarmo-nos com ocupações e ruído mental —por exemplo, nas redes sociais— nos permite esquivar esse desafio. Porém, como advertia Pablo Neruda: “Algum dia, em qualquer lugar, em qualquer lugar inevitavelmente você se encontrará consigo mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga de suas horas”.

Estarmos ocupados é o remédio perfeito para não pensar, instalados no mantra “não tenho tempo”. O outro é viver a toda velocidade. Quando cavalgamos na urgência, o mundo se torna algo borrado, como o que vemos pela janela de um trem ao passar por uma cidade. No meio dessa corrida, além disso, desintegramos o tempo tentando responder instantaneamente a cada estímulo do nosso smartphone. Para sair dessa armadilha, a escritora Diane Dreher recomenda aplicar o ma-ai, termo japonês das artes marciais que se traduz como “intervalo” e que ela considera o espaço de reação onde reside a liberdade: “Não responda imediatamente a todas as ofertas ou convites. Tome seu ma-ai, tome seu tempo para pensar”.

O galpão de bicicletas

A terceira regra de Parkinson, também chamada de lei da trivialidade, toma como exemplo o que aconteceu com o galpão de bicicletas de uma usina nuclear. A mesma comissão que aprovou a construção da usina sem muita discussão, já que um grupo de especialistas se ocupou disso, teve que decidir a cor do galpão onde seriam guardadas as bicicletas dos funcionários. Toda a equipe se envolveu em um debate a respeito dessa questão trivial, mas sobre a qual todo mundo ousou opinar. Foram investidos mais tempo e energia do que na construção do central. A lei da trivialidade —também conhecida como bikeshedding— mostra como as organizações concedem um tempo desproporcional a assuntos sem importância.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2020/08/17/eps/1597678357_478707.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200831

publicado por momentoskatia às 20:44

18
Ago 20

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em nome de deus, fazem o diabo.

racistas usam deus como justificativa para queimar templos de religiões africanas.

malandros usam o mesmo deus para extorquir dinheiro de gente pobre com promessas fajutas que nunca se cumprem.

empresários espertos abrem franquias de seus negócios “divinos”, mundo afora, cuja único interesse é fazer dinheiro.

no ridjanêro tem um trafica que comanda um complexo de favelas dando tiros, matando pessoas e orando.

usa-se o nome de deus para o bem e para o mal.  e esse é o problema de se permitir que uma religião se meta em assuntos de um estado laico.

deus serve tanto para salvar almas quanto para mandá-las à fogueira. é o que temos visto desde os mais remotos tempos.

ontem, vimos, mais uma vez, esse deus do ódio aparecer em corpo e alma na figura de sara fernanda geromini, uma fanática estúpida que, mesmo com uma tornozeleira eletrônica, não cansa de criminar.

sara gero.mini causou revolta e perplexidade nas redes sociais nesse domingo (16), mostrando o quão infame, desumana e irresponsável ela pode ser.

um grupo de bolsonaristas correu para o hospital. de mãos dadas, fizeram oração e, em seguida, passaram a xingar médico responsável pelo procedimento abortivo de assassino.

chamaram de assassina também a pobre criança. uma descerebrada chegou a duvidar do estupro, dizendo que a menina deixou-se violentar por quatro anos e só denunciou o abuso agora porque engravidou, comparando as crianças violentadas como “cachorras no cio”. disse ainda que “vivemos em um mundo cruel, onde as pessoas perderam completamente o temor a deus”.

temer a deus… é isso, fanáticos usam deus como uma ameaça e como um chicote.

mas tem mais, quem deu à sara o nome do hospital para onde a menina seria levada também criminou; o eca é claro ao determinar que comete crime quem “submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento”.

a pena prevista é detenção de seis meses a dois anos.

além disso, o eca garante que a identidade de crianças e adolescentes que cometem crimes ou ato infracional deva ser mantida em sigilo.

fanáticos religiosos também foram até a casa da avó da criança, constrangendo-a e tentando demovê-la do propósito abortivo, para tanto usaram o nome de deus e de damares; veja você.

que deus protege a vida e coisa e tal. o diabo é que esse é o mesmíssimo deus que mandou matar todos os primogênitos no egito e mandou o próprio filho ao sacrifício numa cruz de madeira. enfim…

falou-se tudo sobre a criança, o médico e a avó, mas nada disseram sobre o tio monstrificado. e isso diz muito sobre essa turma.

internautas pedem para que a conta da bolsonarista seja denunciada, muitos contestam como ela ainda não foi banida da plataforma.

o fato é que, depois que um hospital no espírito santo se recusou a fazer o procedimento autorizado judicialmente, a menina foi levada à pernambuco onde foi realizada a interrupção da gravidez indesejada.

a garota passa bem fisicamente falando.

o humorista whindersson nunes divulgou que bancará a ajuda psicológica para a menina e o youtuber felipe neto prometeu pagar os estudos da garotinha até ela terminar a faculdade.

nenhum dos dois usaram o nome de deus, embora, creio eu, sejam deístas.

mas não são do grupo de fanáticos que fazem de deus uma arma vomitadora de ódio.

há quem pregue o deus do amor, e esses devem ser louvados; mas há também quem pregue deus numa cruz.

esse é o perigo!

uma pergunta importante feita por zélia duncan: alguém sabe o nome do monstro estuprador?

Fonte: https://revistaforum.com.br/blogs/falaqueeudiscuto/a-religiao-e-o-odio-do-povo/

publicado por momentoskatia às 21:05

12
Ago 20

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O Natal, para os cristãos, é o nascimento de Jesus, o Cristo. E o que esta data tem a ver com o Joulupukki, nome dado ao Papai Noel, na Finlândia; Julenissen, na Noruega; e com São Nicolau, o amigo das crianças e santo protetor dos marinheiros, mercadores e endividados?

Durante a pesquisa para o livro Anjo Russo, a escritora Zia Stuhaug, que vive há dez anos na Noruega, visitou Rovaniemi, na Finlândia, onde fica "o escritório oficial" do bom velhinho. Veja o que ela descobriu sobre a lenda do personagem natalino:

São Nicolau x Papai Noel
Há uma grande semelhança na aparência, motivo pelo qual faz confundir estas duas figuras distintas, mas tratadas como sendo um único personagem, sempre relacionadas à época do Natal.

São Nicolau foi canonizado pela Igreja Católica, por terem sido atribuídos a ele muitos milagres. Viveu na  cidade portuária de Myra, uma antiga cidade grega de Lykia — hoje, a localidade de Demre, na Turquia —, no século IV, após ouvir os conselhos de um tio para que viajasse à Terra Santa, depois da morte de seus pais. Dizem que, no percurso da viagem, deu-se uma terrível tempestade e, quando São Nicolau rezou, a calmaria se estabeleceu. Sendo assim, ele se tornou padroeiro dos marinheiros e mercadores. Na Grécia antiga, ele era o amigo do mar, e as  pessoas acreditavam que, se invocassem o seu nome, ele  poderia salvá-las de se afogar, numa substituição a Poseidon, o deus pagão do mar, motivo pelo qual muitas cidades costeiras levam o seu nome.

Dizem que ele era filho de pais nobres e ricos e doou sua grande herança aos pobres. Mas há quem diga que este fato pertence a outro santo, o São Basílio de Cesareia, também chamado de São Basílio Magno ou Basílio, o Grande.

O fato é que São Nicolau nunca foi apegado a bens materiais e sentia alegria em ajudar os necessitados. De uma personalidade dócil e com tendência a auxiliar crianças e pessoas carentes, foi tomado de zelo pela educação e moral, tanto dos pequenos quanto de suas mães, o que levou os estudantes europeus a reverenciá-lo. Há na cidade de  Guimarães, em Portugal, uma festa estudantil chamada Festas Nicolinas, que se realiza próximo da data da morte do Santo, dia 6 de dezembro, e em sua homenagem.

São Nicolau foi o exemplo de solidariedade ao próxim: certa vez, livrou três moças de serem enviadas à prostituição pelo pai, um comerciante com a finança arruinada, que num momento de desespero, por causa da extrema pobreza em que se encontrava, não tinha recursos para sustentá-las, nem o dinheiro do dote para que elas pudessem se casar. São Nicolau  jogou três sacos de moedas de ouro pela chaminé da casa da família, e o saco caiu em cima das meias das moças, que tinham sido colocadas na lareira para secar.

São Nicolau foi amado e reverenciado por toda a Europa, depois que seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália, em 1807, e receber muitos relatos de milagres por seus devotos, ele foi canonizado pela Igreja Católica. Desde então, comemora-se no dia 6 de dezembro o Dia de São Nicolau. Sua imagem e história de vida  o popularizaram como um senhor de feições muito serenas, trajado de bispo, com batina branca e estola vermelha e com mintra — ornamento episcopal para a cabeça —, e as mãos firmes segurando um báculo —  tipo de cajado igual ao dos pastores de ovelha.

Pela sua bondade e afeição com as crianças e pelo relato do saco de moedas de ouro jogado na chaminé da família das três moças, logo os relatos se popularizaram, associando-o ao bom velhinho com um saco de presentes nas costas. A imaginação popular não parou por ali. Logo trouxeram alguns personagens do folclore europeu para lhe servir de ajudante. Afinal, o saco com presentes era enorme e as crianças, muitas. E não eram todas elas que podiam ganhar presentes e, sim, as que se comportassem bem durante o ano. Assim, logo foi difundida a imagem, em desenhos, do ajudante de São Nicolau.

Na  Holanda tornou-se popular São Nicolau (Sinterklaas) ter um ajudante chamado Pedro Preto (Zwarte-Piet), que, segundo a lenda, tem essa cor devido às cinzas das chaminés por onde ele tem que passar para deixar os presentes. Houve, recentemente, protestos na Holanda para que este personagem, avaliado como de fundo racista, fosse eliminado dos festejos natalinos, por criar desconforto na minoria daquele país. Isto porque o ajudante tem características que se mostram bem opostas à bondade de São Nicolau, sendo a ele atribuída a escolha das crianças merecedoras dos presentes e doces natalinos, e, com isso, associado ao Bicho-Papão ou Homem do Saco, cujas imagens de severidade impuseram  medo à criançada.

A origem do Papai Noel
Em 1700, os emigrantes holandeses levaram Sinterklaas à América, onde abriram sua primeira igreja a São Nicolau em Nova Amsterdã e, mais tarde, em Nova Iorque. Foi chamado de Santa Claus.

O teólogo Clement C. Moore escreveu um poema para suas filhas, com o título: "Uma visita de São Nicolau", em 1823. Uma senhora chamada Harriet Butler tomou conhecimento do poema através das filhas de Moore e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova York, que o publicou no Natal desse mesmo ano, sem fazer referência ao seu autor — só em 1844 é que Clement C. Moore reclamou a sua autoria.

No poema, ele descrevia um pai de família que, na véspera de Natal, estava tranquilo em sua casa, onde nem mesmo um camundongo se movia. Ele ouviu um barulho no quintal e olhou pela persiana. A noite estava clara por causa da luz da lua e o chão, forrado de neve. Ele ficou surpreso ao se deparar com um trenó em miniatura, cheio de presentes, puxado por oito renas pequenininhas, e conduzido por um velhinho tão esperto e ágil, que andou pelo telhado e desceu pela chaminé para deixar os presentes de Natal. Após encher as meias que estavam penduradas na lareira, saiu da mesma maneira como entrou, ficando com o casaco vermelho cheio de fuligem das cinzas. Ele soube naquele momento que era a visita de São Nicolau.

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O poema descrevia um São Nicolau de cabelos e barba tão branca quanto a neve. As bochechas rosa e o nariz como uma cereja, rosto largo e uma barriga redonda e saliente que, quando ele sorria, se mexia como uma tigela cheia de gelatina.

O Papai Noel de botas, de rosto corado e com característica polar, sentado em uma cadeira no seu escritório, no Polo Norte, lendo uma lista de presentes pedidos pelas crianças do mundo todo tornou-se muito popular. Aproveitando-se dessa fama e interesse no personagem natalino, a Coca-Cola alimentou ainda mais o imaginário popular ao lançar, em 1931, uma propaganda com a nova versão de São Nicolau oferecendo a bebida a uma garotinha. Na imagem ele  usava casaco mais curto, um gorro vermelho no lugar da mintra, e tinha a barriga saliente descrita pelo poema de Moore. Nascia a lenda atualizada da imagem do Papai Noel que hoje vemos por todo lugar, em épocas natalinas.

A popularidade da nova versão de São Nicolau, na figura de Papai Noel, fez tanto sucesso que a cidade Finlandesa de Rovaniemi, que fica na divisa com o Polo Norte,  investiu para construir o correio oficial do Papai Noel: Santa Claus' Main Post Office, em concorrência com Drøbak, na Noruega. Lá é possível sentar-se junto à lareira e escrever cartas ao Joulupukki, enquanto duendes e elfos  andam de lá para cá, ajudando o bom velhinho a selar e despachar todas as cartas-respostas. O correio fica dentro do complexo da Santa Claus' Village, no Círculo Polar Ártico, e foi todo construído para se ter um Natal de sonhos. Luzes coloridas, neve por toda parte, renas, cachorros huskies, e, se tiver muita sorte, aurora boreal. O lugar é muitíssimo concorrido e, para se conseguir hospedagem, é preciso reservá-la com bastante antecedência.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2017/12/sao-nicolau-o-que-voce-precisa-saber-sobre-lenda-do-papai-noel.html

publicado por momentoskatia às 22:35

30
Jul 20

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Costumamos nos torturar porque nos deparamos com várias opções e não temos certeza de qual delas o corpo nos pede. Ou queremos tudo, ou nada nos apetece. Ficamos cheios de dúvidas, cedemos aos impulsos e talvez mais tarde, quando olhamos para trás, nos arrependemos do que fizemos. E a solução passa por enxergar em perspectiva. Quando estamos desfolhando o mal-me-quer do que fazer, costumamos estar muito apegados ao momento presente, àquilo que nos angustia nesse momento, e esquecemos o impacto futuro. Por isso, precisamos de uma técnica simples que nos ajude a contemplar o problema a partir de outro ponto de vista mais amplo. E essa técnica pode ser o 10-10-10.

Esse triplo 10 é a fórmula que Suzy Welch, ex-editora da Harvard Business Review, nos propõe para tomar decisões levando em conta o curto, o médio e o longo prazo. Sua ideia surgiu como resultado de precisar conciliar a vida profissional – muito bem-sucedida, sem dúvida – com o fato de ser mãe de quatro filhos. Os problemas em ambas as esferas eram tão estressantes que ela chegou à conclusão de que podemos tomar decisões muito impulsivas se não contemplarmos o médio prazo; ou que podemos nos centrar no longo, esquecendo o imediato. Por exemplo: vou a um evento social ou fico em casa sossegada? A decisão, neste caso, pode ser errada se nos deixamos levar pela responsabilidade de “ser mulher-maravilha e estar em todos os lugares” ou pela culpa.

Para resolver o problema, Welch propõe que, antes de tomarmos uma decisão, filtremos segundo a regra 10-10-10. Ou seja, analisemos qual será seu impacto e quais serão as consequências nos próximos 10 minutos, nos 10 meses que estão por vir e nos futuros 10 anos. Se for ao evento, me sentirei mal nos próximos 10 minutos? E nos próximos 10 meses? Ou me lembrarei disso até mesmo daqui a 10 anos? De fato, se fizermos uma revisão das coisas que nos angustiam faz tempo, como certas provas, dizer algo incômodo ou falar em público, nos damos conta de que não é para tanto, que nossa mente exagera quando enfrenta os problemas e que quanto mais capacidade temos de adotar uma perspectiva, mais acertaremos com nossas decisões.

Em última análise, o tempo talvez seja um dos recursos mais escassos que temos. Pense que pode fazer você viver maus bocados, e antes de tomar qualquer decisão na qual se sinta em uma encruzilhada, aplique a regra 10-10-10. Responda a três perguntas simples:

Que impacto essa decisão terá nos próximos 10 minutos? E dentro de 10 meses? E de 10 anos?

É um bom hábito para contemplar o tempo a partir da dimensão tripla a seu favor, não contra você, e ganhar um 10.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/23/estilo/1498216202_877745.html?rel=mas?rel=mas

publicado por momentoskatia às 16:55

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Se queremos ter uma vida saudável, precisamos de um cérebro ativo. Fazer aniversário significa ir perdendo algumas faculdades. À medida que envelhecemos, fica mais difícil memorizar números de telefone e, às vezes, não vem à cabeça aquela palavra exata que queremos dizer. A memória, a atenção e a capacidade de concentração e expressão são algumas das habilidades afetadas com o passar do tempo. No entanto, existem boas notícias. Nas últimas décadas, a neurociência está demonstrando que nós todos, em qualquer idade, podemos realizar um treinamento cognitivo que nos ajude a manter nossa massa cinzenta mais jovem. Este é um bom momento para começar, principalmente em uma época tão dura como a que vivemos. É recomendável um bom treinamento para recuperar a energia mental e, ainda mais importante, para reforçar nossas habilidades cognitivas.

Antes de propor uma agenda de exercícios, façamos uma pequena diferenciação. A terapeuta Catalina Hoffmann, grande especialista em desenvolvimento cognitivo e autora do método que leva seu nome, sustenta que treinar é diferente de realizar uma manutenção mental. Se fizermos diariamente atividades que nos agradam, como sudoku ou caça- palavras, por exemplo, estaremos promovendo uma manutenção das áreas do cérebro que estão saudáveis e ativas. Equivaleria ao exercício de correr todos os dias para alguém que gosta do exercício físico. Já treinar é desenvolver áreas cerebrais que estão saudáveis, mas não ativas, e que deixamos de lado por diversos motivos: porque não prestamos muita atenção nelas, porque nos frustravam ou porque as atividades de que necessitavam não nos motivavam.

Hoffmann assinala que treinar envolve “acordar nossos neurônios Netflix”, que estão confortavelmente sentados no sofá e não têm nenhuma necessidade de sair dele. É aí que começa nosso desafio. Quando treinadores mentais são consultados a respeito de seus truques, enumeram atividades simples, que podem ser praticadas diariamente e não requerem mais de 10 minutos por dia. Vejamos oito delas, que surgem das recomendações que a própria Hoffmann reúne em seu método, mas também de livros como Entrena tu Cerebro (“treine seu cérebro”), de Marta Romo; Superpoderes del Éxito para Gente Normal (“superpoderes do sucesso para pessoas normais”), de Mago More, e Supertrucos Mentales para la Vida Diaria (“supertruques mentais para a vida diária”), de Jorge Luengo. Estas são suas propostas.

Ouvir música 8D com fones de ouvido. Esse tipo de música costuma ser utilizado em filmes ou games e é especialmente envolvente porque ativa o cérebro como um todo, segundo Hoffmann. Está disponível na Internet e é recomendável ouvir com os olhos fechados, prestando atenção nos instrumentos, na voz, no ritmo...

Dia da mão não dominante. Um dia por semana, devemos fazer tudo com a mão que não utilizamos habitualmente. Se somos destros, viramos canhotos, ou vice-versa. Essa atividade facilita a conexão dos hemisférios cerebrais e aumenta a reserva cognitiva.

Ler em voz alta. Quando lemos em voz alta, abrimos novas rotas neuronais, por isso é recomendável fazer isso uma vez por semana, mesmo que estejamos sozinhos.

Fazer algo que nos incomode. Temos de evitar cair na zona de conforto. Mago More sugere fazer coisas que nos custe fazer, mesmo que sejam pequenos atos, como não comer uma sobremesa de que gostemos muito ou seguir um caminho diferente do habitual.

Trabalhar com os aromas. Hoffmann sugere colocar, em recipientes, aromas que sejam familiares, como um sabonete da infância, um perfume antigo... O exercício consiste em vendar os olhos e se deixar surpreender pelo olfato. Desse modo, ativamos um dos sentidos menos desenvolvidos e abrimos novas conexões neurais. Essa dinâmica também pode ser feita com sabores, se alguém tiver dificuldades com o olfato.

Praticar esporte ou jogar. Como Marta Romo reconhece, o esporte também ativa nosso cérebro e nos ajuda até a desenvolver novos neurônios. Além disso, quando o corpo se movimenta, a mente relaxa e cria um espaço ideal para a aprendizagem.

Coordenação óculo-manual. Uma das chaves do treinamento cognitivo é conectar diferentes áreas cerebrais. Neste caso, Hoffmann sugere usar massa de modelar, ou qualquer outro material que possa ser moldado, para criar formas diferentes. O objetivo é conectar os olhos com as atividades das mãos.

Desafiar a atenção. Existem livros e dinâmicas para encontrar diferenças entre duas imagens ou encontrar uma que esteja oculta. Este exercício ajuda a treinar a atenção. Jorge Luengo, um ilusionista famoso, sugere praticá-lo dia após dia, quando estamos na rua sentados ou esperando em uma fila. O desafio é muito fácil: observamos as pessoas ao nosso redor, fechamos os olhos e tentamos lembrar detalhes de seus sapatos, sua roupa...

Treinar nosso cérebro para criar hábitos diferentes e desenvolver todo o nosso potencial cognitivo está em nossas mãos. Basta decidir fazer isso.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2020/07/22/eps/1595417837_245331.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200727

publicado por momentoskatia às 16:51

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Um jovem encontra um senhor de idade e lhe pergunta:
- Se lembra de mim?
E o velho diz: - não.
Então o jovem diz que ele era aluno dele.
E o professor pergunta:
- O que você está fazendo, o que você faz para viver?
O jovem responde:
- Bem, eu me tornei professor.
- Ah, que bom, como eu? (disse o velho)
- Pois sim. Na verdade, eu me tornei professor porque você me inspirou a ser como você.
O velho, curioso, pergunta ao jovem que momento foi que o inspirou a ser professor.
E o jovem conta a seguinte história:
- Um dia, um amigo meu, também estudante, chegou com um relógio novo e bonito, e eu decidi que queria para mim e eu o roubei, tirei do bolso dele.
Logo depois, meu amigo notou o roubo e imediatamente reclamou ao nosso professor, que era você.
- Então, você parou a aula e disse:
“O relógio do seu parceiro foi roubado durante a aula hoje. Quem o roubou, devolva-o”.
Eu não devolvi porque não queria fazê-lo.
Então você fechou a porta e disse para todos nós levantarmos e iria vasculhar nossos bolsos até encontrarmos o relógio, mas, nos disse para fecharmos os olhos, porque só procuraria se todos estivéssemos com os olhos fechados. Então fizemos, e você foi de bolso em bolso, e quando chegou ao meu, encontrou o relógio e o pegou. Você continuou procurando os bolsos de todos e, quando terminou, você disse:
"Abram os olhos. Já temos o relógio."
Você não me disse nada e nunca mencionou o episódio. Nunca disse quem foi quem roubou o relógio. Naquele dia, você salvou minha dignidade para sempre. Foi o dia mais vergonhoso da minha vida. Mas também foi o dia em que minha dignidade foi salva de não me tornar ladrão, má pessoa, etc. Você nunca me disse nada e, mesmo que não tenha me repreendido ou chamado minha atenção para me dar uma lição de moral, recebi a mensagem claramente. E, graças a você, entendi que é isso que um verdadeiro educador deve fazer.
- Você se lembra desse episódio, professor?
E o professor responde:
- Lembro-me da situação, do relógio roubado, que procurava em todos, mas não lembro de você, porque também fechei os olhos enquanto procurava.
Esta é a essência do ensino: Se para corrigir você precisa humilhar; você não sabe ensinar.

[autoria desconhecida]

publicado por momentoskatia às 16:31

10
Jul 20

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Cristiane Costa, com Enor Paiano - link no final da publicação


Depois da invenção da pílula anticoncepcional, em 1960, o casamento andou em baixa.
Mas nunca saiu de moda. E olha que é uma moda antiga. Está estabelecida há pelo menos 3 000 anos. Nesse período muita coisa mudou, principalmente até o século XIX, quando a rainha Vitória, da Inglaterra, inaugurou o estilo de núpcias que persiste até hoje. É isso mesmo, no que diz respeito à união entre homens e mulheres, nós ainda somos vitorianos. E a fama de maio, mês das noivas, está aí para comprovar. 


No começo a mulher era uma mercadoria
Os historiadores não sabem direito quando o homem começou a se casar. O mais antigo contrato nupcial conhecido data de 900 a.C, no Egito, mas os rituais podem ser anteriores. Em muitas culturas, os enlaces se davam informalmente e, por isso, não ficaram registrados. As mulheres eram raptadas pelos pretendentes e só em alguns grupos sociais elas tinham valor. Não exatamente valor humano, mas de mercadoria mesmo. Freqüentemente eram entregues a estrangeiros para solucionar crises políticas ou econômicas. O lado bom é que possibilitavam trocas de costumes entre os povos.


Amor, nem pensar.

Não raro os prometidos se conheciam no dia do casamento, hábito preservado por algumas sociedades de religião muçulmana até hoje. Daí a ênfase na aparência da noiva. Ela tinha, e ainda tem, de ser o reflexo de tudo o que sua sociedade considera belo. Afinal, uma rica embalagem sempre valoriza o produto. 
Esse modelo mercantilista começou a sofrer algum abalo lá pelo século XII, quando surgiu, no ocidente, o ideal do amor romântico. Havia na época um crescente refinamento que foi desembocar no Renascimento, nos séculos XV e XVI, período de ebulição nas ciências, nas artes e, conseqüentemente, nos costumes. Os sentimentos começaram a prevalecer sobre os interesses. Mesmo assim, só no século XIX, quando a rainha Vitória, da Inglaterra, escolheu sozinha o próprio marido, inaugurou-se o modelo de casamento ocidental (veja infográfico).
Em outras culturas, a evolução foi diferente. Homens muçulmanos podem ter até quatro mulheres. A poliandria (mulheres com mais de um marido) também é comum em grupos sociais do Ceilão e do Tibet. Mesmo nesses casos, porém, a noiva não escolhe os parceiros. Era dividida por aqueles que concordam em ratear o seu sustento.


Até que o divórcio os separe
Considerado o casamento do século, o enlace de lady Diana Spencer e do príncipe Charles, de Gales, percorreu todo o ciclo do matrimônio moderno. Do sonho romântico, quando a princesa de conto de fadas passeou de carruagem pelas ruas de Londres, numa ensolarada manhã de agosto de 1981, até o pesadelo da separação, em 1992, e a dolorosa negociação, quatro anos depois, para um divórcio que envolvia muito dinheiro, a guarda dos filhos e a coroa.
Apesar das brigas, infidelidades e escândalos (leia na página ao lado), a situação de Charles é bem mais tranqüila do que a enfrentada pelo rei Edward III. Ele teve que desistir do trono inglês para casar-se, em 1937, com Wally Simpson, porque ela era divorciada. É que a Igreja Anglicana, apesar da sua origem intimamente ligada a um divórcio, (veja o quadro) nunca foi o paraíso dos casais separados. Nos países anglosaxônicos, o rompimento dos laços matrimoniais só passou a ser aceito em 1857. Na França já vigorava desde 1792 e podia ser concedida por muitos motivos, entre eles, incompatibilidade de gênios. Depois, Napoleão Bonaparte, imperador entre 1804 e 1815, a suspendeu para esses casos. A incompatibilidade só voltou a ser admitida em
1975.
Presos à moral católica, que até hoje aceita apenas a separação de corpos, os brasileiros ganharam o direito a divorciar-se apenas em 1977. Retomavam uma prática que era
corriqueira entre egípcios, gregos e romanos, os quais se separavam quando bem queriam. O divórcio só passou a ser um problema em 1439, com a instituição, pela Igreja Católica, do casamento indissolúvel, baseado nas palavras de Jesus: “O que Deus uniu, o homem não separe”.


Só a mulher tem de ser fiel para sempre
No ano passado, o príncipe Charles anunciou que pediria o divórcio, pois jamais se sentaria no trono “com essa mulher ao lado”. Ele estava irritado com as declarações de Diana a respeito de um caso que teria tido depois da separação. A reação foi uma prova de que, em se tratando de adultério, há dois pesos e duas medidas, dependendo do sexo do envolvido. Afinal, em 1993, tornara-se pública uma conversa de Charles com sua amante desde os tempos de casamento, Camila Parker-Bowles, uma mulher casada, na qual o príncipe dizia querer ser o tampax dela. Apesar do escândalo causado pelo diálogo, foi o romance de Diana que detonou o processo de divórcio. 

Faz sentido. Ninguém nunca ouviu falar de cinto de castidade ou honra lavada com sangue aplicados à traição masculina. Entre os gregos e os romanos a mulher podia pagar pelo crime com a vida. Na legislação dos saxões, a pena mais branda consistia na perda do nariz e da orelha.
Apesar do tempo transcorrido, o adultério continua sendo crime no Brasil. A pena mínima, revista no artigo 240 do Código Penal, é de quinze dias de detenção, mas já foi mais pesada. No período colonial o homem traído podia matar a mulher e seu amante. A Justiça quase nunca foi a primeira instância para resolver o assunto. Para fugir da vergonha pública, os maridos referem fazer justiça com as próprias mãos, 

Nem sempre felizes para sempre 

Ao longo da história, as formas de união sofreram muitas metamorfoses e até há bem pouco tempo não tinham nada do romantismo atualalegando depois, nos tribunais, a defesa da honra.


Pré-história
Ainda uma incógnita
Há poucas informações sobre os laços matrimoniais no tempo das cavernas.
Pinturas rupestres (foto) e outros indícios mostram que se vivia em bandos de até trinta pessoas, mas não é certo se havia monogamia ou poligamia. A idéia corrente, do troglodita que arrasta a mulher pelos cabelos, pode não estar longe da realidade, uma vez que o rapto de mulheres de tribos rivais é uma das formas mais antigas de união informal.

900 a.C.
Contratos no Egito
O primeiro contrato matrimonial de que se tem notícia é do ano 900 a.C., no Egito. Naquela civilização, as uniões já eram instituições formais, como mostram diversas obras de arte encontradas por arqueólogos (foto). Os contratos estabeleciam o que a esposa teria direito a receber em caso de divórcio e viuvez.


Séculos V e IV a.C.
Homossexualismo na Grécia
Para os gregos, mulheres, crianças e escravos eram propriedade dos homens. A mulher tinha de se manter virgem para o casamento e fiel ao marido. Este, porém, em alguns casos, reservava o amor aos parceiros do mesmo sexo. Tão pouca importância tinha a mulher que o noivado se passava sem sua presença. Não raro ela se casava contrariada, como mostra a preparação para a noite de núpcias da imagem acima, reprodução de um original grego.


Séculos I a V
Concubinas em Roma
No Império Romano (acima a imagem de um casal, encontrada num sarcófago da época) a união ainda é só um meio para manutenção da família. À esposa cabe procriar. O prazer fica para as amantes, que são aceitas pela sociedade, tranformando-se em concubinas estáveis. A palavra matrimonium é usada para definir o papel da mulher casada: ser mãe. Em contraposição, patrimonium estabelece a parte que cabe ao homem: gerir os bens. Em muitas culturas isso não mudou ainda.


Até o século IV
Rapto entre os bretões
O casamento por rapto persistiu em várias culturas menos desenvolvidas, como tribos bretãs e germânicas, até bem depois do início da Era Cristã, como é representado na imagem abaixo, da qual não se conhece a data. O homem que desejasse uma mulher simplesmente a capturava e levava embora. Na sofisticada cultura grega da Antigüidade também havia esse costume. Na mitologia, há vários casos, como o de Helena, filha de Júpiter, que foi raptada por Teseu, sendo
depois resgata pelos irmãos. Mais tarde, casada com Meneleu, foi levada novamente, desta vez por Páris, que a carregou para Tróia, dando início a uma guerra de dez anos.


Século IV
Surge o dote
Interessados em reduzir os conflitos tribais, os anglo-saxões trocaram o roubo de mulheres pela compra, prática que perdurou por muitos anos, como sugere a obra acima, de Domenico di Bartolo (1400-1455). A bolsa, na mão do homem que entrega a noiva, simboliza o dote. A taxa era chamada wedd e a palavra em inglês para casamento, wedding, deriva desse arranjo. Em sua origem latina, o termo dote, ao contrário, se referia à doação que o pai da noiva fazia ao noivo.
Na França, o dote latino vigorou oficialmente até 1965.


Século XII
Amor não emplaca
Muitas expressões do repertório romântico, algumas vezes emprestadas do vocabulário religioso ou guerreiro, como adorada ou conquista, surgem na primeira metade do século XIII. Nessa época, artistas como Pietro de Crescenzi (1230-1320), autor do quadro acima, começam a pintar casais de namorados. Nas cortes, menestréis compõem e cantam músicas e histórias de paixões para entreter os nobres. Estes, no entanto, continuam a se casar por interesse, usando a
união para consolidar seus impérios e reservando o coração para damas inatingíveis.


Século XV
A benção da Igreja
Reconhecendo o significado político do casamento, a Igreja instituiu a cerimônia religiosa no século IX, mas ela não pegou logo de cara. Apenas a partir de 1439, depois que o Concílio de Florença transformou o matrimônio no sétimo sacramento (os outros são o batismo, a crisma, a eucaristia, a confissão, a ordem e a extrema-unção), o papa conseguiu impôr sua autoridade. O casamento tornou-se indissolúvel, foi extinta a autorização familiar e interditadas a poligamia e o concubinato, regras que valem até hoje. Acima, o casamento do Duque de Borgonha com Isabel de Portugal, no século XV.


Século XVIII
Ordem na bagunça
A revolução francesa, em 1789, teve grande impacto sobre o casamento. Uma nova era começou em 1792, quando a Assembléia Constituinte da França instituiu o casamento civil, retratado na obra acima por Jean Baptiste Mallet (1759-1835). Foi estabelecida uma idade mínima para a união legal de 15 anos para os rapazes e 13 para as moças. O ritual foi dividido em duas partes, a contratual e a religiosa, sendo que somente a primeira valia na hora de registrar os filhos.


Século XIX
Romance no altar
O moralismo da rainha Vitória, que governou a Inglaterra de 1818 a 1901, influenciou muito o comportamento da época. Por isso, sua paixão e casamento com um aristocrata foram fatos históricos. Ao contrário dos nobres de até então, Vitória se casou por amor. Todas as mulheres passaram a querer o mesmo, mantendo o apego à moral típico da rainha e valores como virgindade, fidelidade e dedicação aos filhos. O modelo durou até os anos 60, quando a pílula
anticoncepcional acabou com o medo da gravidez fora do casamento, fazendo o tabu da virgindade perder importância.


Lá vem a noiva, toda de branco...
E você sabe por que ela vem de branco, carregando um buquê de flores e com
véu? Tudo o que vemos nos casamentos tem um significado que vem de longe.


Pedir a mão
Desde os egípcios até a Idade Média, o consentimento dos pais foi condição legal necessária para a realização do casamento. Hoje em dia, no ocidente, é um gesto apenas formal. Aceito o pedido, o pretendente tinha o direito de tocar apenas na mão da moça até o dia do casamento. Nem carinho podia.


Noivado
Na civilizações grega e romana o noivado devia durar cerca de um ano. Quem o rompesse angariava a cólera dos deuses. Na Idade Média, a Igreja punia o rompimento com excomunhão de três anos para as duas famílias.


O pai leva
Até hoje a noiva só deixa o braço do pai para se apoiar no do futuro marido. Se você prestar atenção, vai notar que em momento algum da cerimônia ela caminha sozinha. O significado dessa tradição é literal, a transferência da autoridade sobre a mulher do pai para o marido, sem intermediários.


Festa
Os banquetes de casamento duravam vários dias na Idade Média. Quanto maior a atmosfera de fartura, maior a promessa de fortuna e fertilidade para o casal. Entre os bretões do início da Era Cristã, o rito nupcial consistia apenas de comer e beber durante três dias.


Alianças
A troca de alianças já era comum entre egípcios e romanos, mas só foi considerada essencial no casamento a partir século XVI, com o Concílio de Trento. Seu uso no dedo anular da mão esquerda teve origem no Antigo Egito. Acreditava-se que esse dedo estivesse ligado diretamente ao coração.


Bolo
Os romanos já faziam oferendas a Júpiter com uma espécie de bolo. Os primeiros pedaços deveriam ser divididos entre os noivos e as migalhas que sobrassem, derramadas sobre a cabeça da noiva num ritual de fertilidade. Com a evolução da pâtisserie, no século XVII, aparecem os primeiros bolos brancos, com elaborada decoração.


Véu
Era o elemento mais importante na roupa da noiva romana. Devia ser laranja, simbolizando a chama de Vesta, deusa do lar. Seu objetivo era preservar a pureza da noiva de olhares de cobiça. Na Idade Média foi proibido em casamentos da realeza, para evitar o risco de troca da noiva. Sem muita explicação, a partir do século XVI os véus caíram de moda. Só voltaram 300 anos depois.


Vestido branco
Noivas egípcias já usavam vestes de linho branco. As gregas se apresentavam numa túnica alva e nova, com um cinto que só poderia ser desatado pelo marido. Na Idade Média a tradição caiu por terra. Por volta do século X, começaram a chegar à Europa as sedas, veludos e brocados vindos do Oriente, que logo passaram a ser símbolo de status no casamento. De preferência em vermelho, com acessórios de ouro e pedras preciosas. Só no século XIX o branco voltou, como símbolo de pureza. Hoje, a cor prevalece, mas sua associação com a virgindade foi relaxada.


Buquê
Símbolo de fertilidade, o buquê de flores é relativamente novo. As noivas romanas carregavam buquês de ervas, cujos aromas fortes, acreditava-se, podiam espantar os maus espíritos. Isso sem falar dos seus poderes afrodisíacos.


Dama de honra
Como as noivas da Antigüidade não passavam de crianças, na hora de se vestir precisavam da ajuda das irmãs. Na cerimônia, as pequenas damas tinham a função de proteger a noiva de espíritos ruins em seu cortejo até a igreja. Para confundi-los, usavam roupas iguais às das noivas.


Noiva no colo
Em épocas em que se acreditava que os espíritos eram responsáveis por quase tudo, eles significavam uma ameaça constante também à fertilidade. Para poupar a frágil noiva dos malefícios de eventuais malfeitores etéreos escondidos no chão, na entrada da casa nova, o maridão tinha de carregá-la no colo.


Lua-de-mel
Na Antigüidade, como o satélite da Terra tivesse uma conotação de inconstância, a lua-de-mel servia para lembrar o casal que, assim como as fases da Lua mudam, o afeto (mel) também pode aumentar e diminuir. Por conta disso, os noivos tinham o ciclo de uma Lua, praticamente um mês, para esquecer os afazeres diários e se dedicar aos prazeres sensuais.

Mês das noivas
As noivas cristãs preferem o mês de maio por ser este dedicado a Maria, que é considerada uma protetora das uniões. Segundo conta a Bíblia, foi a pedido da Virgem que Jesus realizou o seu primeiro milagre; a multiplicação dos pães e do vinho numa comemoração de casamento.
Vestidos para casar
Todas as culturas valorizam o traje da noiva, mas algumas mantêm tradições bem diferentes das que vigoram no mundo ocidental.


Coréia
Hoje é comum a noiva coreana adotar o traje ocidental, mas ela costuma usar este wonsan (vestido) na festa, depois da cerimônia religiosa. Segundo a tradição, é a última vez que pode vestir vermelho. Casada, deve adotar o azul. As faixas em amarelo, azul, vermelho, branco e verde das mangas representam, respectivamente, vida longa, riqueza, saúde, respeito e honra. O arranjo preto da cabeça é uma homenagem à vida.


Tunísia
Este traje é usado principalmente no Sul do país. Os detalhes dourados são bordados pelos parentes da noiva e simbolizam sua fertilidade. As argolas presas ao vestido, de ouro, mostram a riqueza da família da mulher. Apenas o chapéu não representa nada em especial. Em geral, as tunisianas não cobrem o rosto, mas o pintam, assim como as palmas da mão, com henna, para a cerimônia.


Nigéria
As nigerianas mais tradicionais podem usar um iro (blusa) e um buba (pano enrolado no corpo) ou o abad (traje completo). As cores não têm nenhum significado, mas o pano usado para enrolar o cabelo e o xale colocado por cima, bastante decorado, simbolizam a saúde e a beleza da noiva. A menina é uma acompanhante da recém-casada. Deve viver com ela até atingir a maioridade e se
casar.


Índia
Os casamentos das indianas costumam ser arranjados e os pais da noiva oferecem um dote ao noivo. O saree (roupa tradicional no país) da cerimônia deve ser de seda, com cores fortes. Não tem um significado especial. Os enfeites da cabeça são feitos por amigas da noiva. A roupa do noivo também é apenas um traje de gala. O turbante é obrigatório.


lrã
Este vestido é usado principalmente nas regiões rurais e menos desenvolvidas do Sul do país. Não tem uma cor obrigatória, mas é comum a escolha do vermelho, que representa alegria na cultura local. Os panos usados sobre a cabeça e no pescoço, assim como a máscara do rosto, costumam compor o traje, embora não tenham significados particulares. A noiva pode optar por tirar ou não a máscara durante a cerimônia.


O “jeitinho” dos nobres 

Não é só no Brasil que há jeito para tudo. Muitos nobres europeus burlaram a interdição do divórcio e se separaram para casar de novo.


Princesa esperta
A princesa Alienor de Aquitânia (um estado francês) tinha 13 anos quando se casou, em 1137, com o rei Luís VII, da França. Onze anos depois, apaixonada por outro, pediu a anulação da união, alegando que o marido era seu parente de quarto grau. Na época, era proibido o casamento de parentes até sétimo grau.
Três anos depois Alienor se casava com outro primo. De segundo grau.


Rei autoritário
Em 1509, mais uma vez a Igreja fez vista grossa e o rei Henrique VIII da Inglaterra pôde se casar com uma prima de primeiro grau colateral, Catarina de Aragão. Passados dezessete anos, apaixonado por Ana Bolena e insatisfeito pelo fato de a mulher não ter-lhe dado um herdeiro homem, ele tentou recorrer à mesma lei que possibilitou a separação de Alienor, mas não obteve sucesso. Indignado, o rei rompeu com os católicos e criou sua própria Igreja, a Anglicana, a primeira instituição cristã a aceitar o divórcio. Como a nova mulher também não lhe desse o tão almejado filho, foi decapitada. Depois, o rei ainda casou quatro vezes.


Quantos se divorciam
Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 777 460 brasileiros se casaram em 1994. No mesmo ano, 77 158 se divorciaram. A taxa de divórcio, portanto é de 10% dos casamentos.

O outro lado da cerca
Nunca ninguém se espanta com o adultério masculino. Mas alguns casos se tornaram tão célebres que merecem ser lembrados.


Teúda e manteúda
Embora o Código Criminal do Império considerasse crime a manutenção de mulher “teúda e manteúda”, os romances de Dom Pedro I com várias mulheres, e em especial com a bela Domitila de Canto e Melo, dama de companhia de sua esposa, Leopoldina, nunca foram punidos. O imperador chegou a dar à amante, com quem teve dois filhos, o título de Marquesa de Santos. Quando Leopoldina morreu, em 1826, Dom Pedro tentou provar que a marquesa tinha sangue azul, para poder desposá-la. Mas foi inútil. Teve de se contentar com uma princesa austríaca, a única que aceitou um homem de tão má fama.


O eleitor não perdoa
Em países muito moralistas a Justiça pode tolerar, mas o eleitorado não perdoa derrapadas de homens públicos. O sonho do senador Ted Kennedy de se tornar presidente dos EUA, por exemplo, foi interrompido em 1969, quando ele deu uma escapada com a secretária e, por azar, sofreu um acidente de carro, no qual a moça morreu. O fantasma do adultério tornado público atrapalhou muito a carreira do irmão de John F. Kennedy.


Quantos são infiéis 

De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Sexologia, com sede no Rio de Janeiro, 15% das mulheres e 65% dos homens brasileiros já tiveram ao menos uma experiência sexual fora do casamento.

PARA SABER MAIS
História da Vida Privada, coleção de cinco volumes dirigida por Philippe Ariès e
Georges Duby, Companhia das Letras, São Paulo, 1990.
L·Histoire du Mariage, Sabine Jeannin Da Costa, Éditions de La Martinière, Paris,
1994.
The Bride, Barbara Tober, Lonmeadow Press, Stanford, 1984.
A Vida na Grécia Clássica, Jean-Jacques Maffre, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro,
1989.

Fonte: https://super.abril.com.br/cultura/eu-vos-declaro-marido-e-mulher/

publicado por momentoskatia às 21:06

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