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Fev 08


por Livraria Sereia - livrariasereia@uol.com.br

Há cinco anos nem imaginava o que poderia pensar sobre este tema, quanto mais responder afirmativamente - ou não - a essa questão. Hoje não tenho mais dúvidas de que todos os outros seres vivos nesta nossa Terra estão incluídos.
Desde quando comecei a pensar sobre a idéia que SOMOS TODOS UM, e ler os textos do Site, especialmente os do Sergio e do Acid, passei a considerar que em relação ao universo imenso em que estamos inseridos, qualquer ser vivo é único, raro e também ínfimo. Assim, uma simples ameba tem tanta importância quanto um ser "superior", ou seja, nós, os mamíferos humanos.
Porém, pensar não é sentir. Enquanto ficamos argüindo no plano mental o bicho não pega, mas quando vivemos uma experiência no coração, aí sim, passa a ser marcante, verdadeira e profunda.

Minha mulher sempre teve relação e consideração especiais por bichos, principalmente por cães; por alguma razão, talvez por osmose, ou porque já estava na hora, nos últimos seis meses, passei a prestar atenção nos cães de rua e percebi que a maioria dos "sem dono" apresentava comportamento tímido, por vezes triste e inseguro, o que chegou a me tocar e me comoveu intensamente.
De tanto me envolver, nas últimas semanas tive experiências mais diretas, ao alimentar dois cães de rua. No primeiro caso, tratava-se de uma cadela aparentando já estar acostumada à vida de rua. Ofereci comida, ela comeu o quanto a satisfez e seguiu seu caminho.
O segundo caso me pareceu o de um animal bem mais tímido e desamparado, possivelmente abandonado por alguém que não mais o queria. Seu comportamento demonstrava total indecisão e o animal estava bem magro. Era de manhã cedo e ainda não havia restos de comida do lado de fora de um bar próximo. Comprei, então, um pão com recheio de galinha e fui oferecer ao animal.
Não foi tarefa fácil; de início ele ficou com medo, mas aos poucos, talvez impelido pela necessidade de alimentar-se, foi confiando e se aproximou, comendo apressadamente os pedaços de alimento que lhe oferecia.

Neste momento aconteceu o sentir.
Passei a vivenciar na alma todo o desconforto e tristeza que o pobre animal sentia...
Quando dei por mim, estava chorando.
Logo em seguida resolvi me retirar, pois a sensação tinha sido muito intensa, não sem antes observar que um vizinho atento trazia um recipiente com água, que o sedento animal também aceitou.
Mais tarde reparei que o cão veio deitar-se perto da minha loja, ficando horas por lá. Foi quando comecei a planejar fazer algo a mais por ele no dia seguinte.
Infelizmente não mais o encontrei.
Garanto não ser confortável passar por uma experiência destas, mas ela demonstrou, ao menos para mim, pelo sentimento e não pela lógica da razão, que o SOMOS TODOS UM inclui, conecta e protege - sim - todos os seres vivos deste nosso planeta azul.
publicado por momentoskatia às 19:18
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