13
Jul 11

Uma viajante num aeroporto foi a uma loja e comprou um pequeno pacote de biscoitos para comer enquanto lia seu jornal. Gradualmente ela percebeu um ruído. Olhando por cima do jornal, ficou espantada ao ver um homem bem vestido pegando os biscoitos que ela comprara. Sem querer fazer escândalo, ela se inclinou e pegou um biscoito também.

Depois de um ou dois minutos ela ouviu o ruído mais uma vez. Ele estava pegando mais um biscoito! A essa altura, eles já haviam chegado ao final do pacote. Ela estava irada, mas evitou dizer qualquer coisa. Então, agindo como se tivesse a intenção de agravar ainda mais a indignação da viajante, o homem quebrou o último biscoito ao meio, deixou metade para ela, comeu a outra e saiu.

Ainda furiosa, quando anunciaram o vôo, a mulher abriu sua bolsa para pegar sua passagem. Para seu choque e vexame, lá estava seu pacote de biscoitos fechado.

É fácil fazer suposições sobre o que passa à nossa volta. Esperamos que as coisas sejam sempre baseadas em uma experiência passada, o que sabemos, ou o que nos contaram sobre certa situação. Suposições nem sempre são errôneas, mas não podemos confiar nelas. Muitas vezes elas levam à vergonha e constrangimento.

O orgulho e a falta de sensibilidade levou a mulher nessa história a supor que ela estivesse certa e que o homem estivesse errado. Em vez disso sua precipitação tornou-a completamente cega no tocante à bondade dele para com ela.

Quando você encontrar-se em conflito com os outros, evite suposições precipitadas. Só fale com certeza, utilizando o seu maior grau de sensibilidade.

“É com o coração que se vê corretamente. O essencial é invisível aos olhos”. (Antoine de Saint Exupèry)

 

Fonte: http://em-qualquer-lugar.blogspot.com/

publicado por momentoskatia às 03:00
sinto-me:

12
Jul 11

Reproduzi o texto abaixo da Revista Época por concordar muito com ele, pois tenho três filhos (lindos) e muito provavelmente não conseguiremos pagar o melhor de tudo para os três, mas eu e meu marido, além de darmos o principal que é o amor da (grande) família, queremos fazer o que for possível para ajudá-los sim, mas não enxergando isso como uma "obrigação" e sim encaminhando-os para trabalharem e batalharem pelas suas conquistas! Me irrita essa visão de obrigação que a sociedade impõe que os pais tem que dar tudo de bandeja para os filhos e como eu tenho três filhos ficam dando a entender que eu não conseguirei "fazer a minha parte"... Não acho que é essa a obrigação dos pais e sim conversar, explicar, deixar a relação transparente para que os filhos vivam na vida real e encontrem e lutem pelo que eles querem na medida que for possível, assim como foi comigo, meu marido e meus irmãos sem drama pelo Amor de Deus!! Não mudem o mundo, mudem o modo de criar os filhos!! Aprendam a dizer "Não!" "Não dá!" "Não é assim!" etc.

 

Título: Meu filho, você não merece nada!

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

 

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

 

Fonte: Eliane Brum - Revista Época - http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00-MEU+FILHO+VOCE+NAO+MERECE+NADA.html

publicado por momentoskatia às 03:09
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06
Jul 11

 

 

 

 

O julgamento está por terminar.

 

Após dias de trabalho, finalmente a defesa vai ser ouvida. Dia após dia as testemunhas juntaram evidências.

 

Culpado!!

 

Culpado!!

 

Afinal, veio a defesa. Mas espere! Onde está o júri? O quê? Foi tomar café? E o juiz? Ele cabeceia à mesa do tribunal! A defesa se pronuncia, mas não há ninguém para ouvir! Ninguém exceto você!

 

E você é o acusado. É o seu julgamento. Está no tribunal da vida, sem defesa.

 

Ninguém se importa com isto.

 

Agora você compreende, vê o significado de tudo. Estava sendo julgado mesmo antes de o tribunal se instalar; sentenciado, antes de ser proclamada a evidência, condenado sem misericórdia, como que morto antes de vir ao tribunal.

 

Que tal se isso acontecesse com você?

 

Se fosse julgado sem ter a oportunidade de replicar e condenado por motivos falsos proferidos por testemunhas falsas, num tribunal falso?

 

O que diz de ser prejulgado por preconceitos alheios?

 

Se isso acontecesse com você?

 

Não aconteceu? E não acontece? Você não é julgado sem defesa por todos os que o rotulam, estereotipam, criticam ou condenam simplesmente baseados em preconceitos?

 

Mas e você, não faz o mesmo também? Cada vez que fornece uma informação maldosa, que faz um juízo preconcebido ou ri com uma ponta de zombaria preconceituosa?

 

Preconceito é prejulgamento, é pesar outro indivíduo ou os pontos de vista dele com a pressão do seu polegar sobre a balança.

 

Preconceito é fazer seu julgamento de discriminação contra outros, baseando-se em coisas que eles não fizeram, que não puderam modificar e delas não deveriam arrepender-se.

 

Não há nada de lógico, absolutamente. Nada de razoável, racional ou justo. O preconceito não tem resposta para isso. É uma emoção, não uma convicção.

 

Quando um homem fala de seus preconceitos, diz: “EU SINTO.” Quando fala de suas opiniões, diz: “EU ACHO.” Quando fala de suas convicções, Diz “EU SEI!”

 

(...) Todos nós estamos contaminados. Todos temos preconceitos. E o que é pior, somos transmissores. (...) Criticamos porque crítica faz algo por nós. Algo que não queremos dizer e enfrentar, mas que nos faz sentir bem – no momento.

 

(...) Será que você tem coragem suficiente para verificar isso em você mesmo? Faça um teste.

 

(...)A crítica pode ser um problema moral tanto para o que fala como para o que ouve. São necessários dois para “cortar a casaca”. O ouvinte é tão culpado quanto o que fala. Nenhum homem de bem dá seu apoio quando uma pessoa ausente e provavelmente inocente está sendo aviltada.(...)

 

Lembre-se: “Os grandes homens debatem sobre ideais; os médios, sobre acontecimentos; os MESQUINHOS, sobre as pessoas.”

 

Do livro Insight I, de Daniel Carvalho Luz.

publicado por momentoskatia às 00:53
sinto-me:



Um dos grandes dilemas de um líder é decidir de que tipo ele será: o que segue as regras estabelecidas, ou o que estabelece essas regras.

 

Um exemplo de líder que estabelece as regras do jogo é Howard Putnam, ex-presidente da Southwest Airlines, que não só estabeleceu novas regras na aviação como reinventou seu negócio, diferenciando-se na oferta de valores a seus clientes e também na gestão de pessoas.

 

Ele começou como carregador de malas em uma companhia; fez carreira na área de marketing na United e, finalmente assumiu a presidência da Southwest – considerada uma das empresas mais bem sucedidas do mundo. Como conseguiu? Implantando o modelo “baixo custo e baixa tarifa”. A companhia aérea não oferece refeições a bordo, não faz reservas mas garante alta pontualidade, padrão de limpeza e diversão no atendimento – em terra e no ar.

 

Outros líderes e empresas que se notabilizaram por mudar as regras do jogo: Michael Dell, que reinventou a forma de vender computadores na Dell Computers; a ESPN, canal de TV que se especializou em transmissões esportivas; e a Amazon.com que deu início à venda de livros on-line.

 

Uma frase de Oprah Winfrey – uma das apresentadoras de TV mais influentes dos Estados Unidos, resume bem a liderança diferenciada:

“O grande segredo na vida é que não há grande segredo. Qualquer que seja sua meta, você pode chegar lá se estiver disposto a trabalhar”.

 

(Texto extraído do livro de César Souza,"Você é o líder de sua vida", uma história sobre como inspirar pessoas no trabalho, em casa e no dia-a-dia").

publicado por momentoskatia às 00:40
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