02
Mai 16

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Em uma certa cidade do Brasil, havia um sacerdote que abençoava os casamentos da redondeza. Até discussão ou dúvida entre os casais, estava ali o sacerdote aconselhando para não haver separação ou dar um tempo na vida a dois.
Pela sua bela orientação, os casais saíam felizes, mas às vezes ficavam enamorados por certo tempo, até se descobrir o verdadeiro amor. Quando não havia amor verdadeiro entre o casal mal sucedido, os dois partiam para um novo amor.
Mas como a maioria encontrava a solução do seu problema conjugal, o casal agradecia de coração pela ajuda do sacerdote. E a notícia se espalhava pela cidade, até que um dia essa solução chegou para dois jovens recém-casados, que só viviam brigando.
Quando o casal jovem chegou diante do sacerdote, o marido fez a seguinte a explicação:
— Oh, sacerdote! Nós não estamos nos entendendo muito bem, quase todo dia é uma discussão.
— Agora estamos decidindo a separação! O que o senhor acha? Disse a esposa jovem.
O sacerdote foi perguntar o motivo da separação, logo de imediato começou uma grande discussão sobre ciúmes de ambas as partes. O homem sábio percebeu que aquela briga surgiu de um ciúme bobo e estava afundando o amor que existia entre eles.
O sacerdote presenteou-os com uma planta e deu o seguinte desafio para o casal:
— Façam o seguinte, tomem essa planta que ainda é muito nova, dificilmente ela se desenvolve pela sua sensibilidade. Coloquem ela no centro da casa, quando ela morrer, vocês podem se separar.
— Tudo bem! Concordou o marido.
— Tá bom! A esposa também concordou.
Assim foram os dois jovens casados para casa e colocaram a planta na sala de jantar em cima da mesa grande. Curiosamente, nenhum dos dois disse nada para o outro. Talvez já estivessem aguardando a morte da tal planta, e mentalmente já se sentiam separados.
Passaram alguns dias e a planta não morreu. Então, numa certa madrugada, os dois se depararam um com o outro, ambos com o regador em punho, prontos para regar a bendita planta. Assim, despertou o amor do casal que a partir daquele instante, se amou como nunca.

Conclusão: Aquela planta simboliza a relação do jovem casal. Nem o ciúme e nem o orgulho foram suficientes para empatar os dois de recomeçarem com os cuidados do amor, se sacrificando em levantar de madrugada para regar a planta, que florescia juntamente com as pequenas flores de amor que nasciam nos ramos da felicidade.
Por causa do orgulho de assumir que ainda se amavam, deixaram o peso das circunstâncias de suas vidas serem mais fortes que o amor.

Atualmente, vários corações ainda desejam recomeçar o casamento, sabendo que nada dará certo se o orgulho ainda persistir. O orgulho é o caminho de se ter um fim solitário.
Tenha consciência de uma coisa, a razão de muitas separações ocorrerem neste mundo moderno é o ORGULHO, que fica travando o amor de continuar se desenvolvendo na vida do casal. Quando o orgulho opera, o perdão fica muito difícil de ser executado na hora da decisão de ambos.
O orgulho não deixa a pessoa se declarar diante da outra, fica travando o coração de pedra, impedindo a declaração. Permitindo assim que o orgulho se torne maior que o amor, acaba apagando o amor que ainda existe, possibilitando assim o orgulho de tomar conta da sua vida.
E o pior, quanto mais tempo o orgulho continuar dominando essa vida, não só perderá o parceiro de amor, como afetará toda a família e parentescos, até chegar a abandonar as amizades que circulam com aquela pessoa que um dia foi o príncipe ou a princesa de sua vida, mas que agora é um verdadeiro inimigo do amor.
Eu peço que você reflita bem antes de tomar qualquer atitude. Pois uma decisão negativa resultará em um final de vida cheio de mágoas, ódio e discórdias. Um dia você vai colocar na cabeça que o amor não existe.
Tome uma decisão! Deixe o amor florescer na sua vida. Se for preciso perdoar, perdoe. Se precisar pedir perdão, peça. Recomece tudo e dê uma chance para você mesmo.
Surpreenda o seu amor com uma linda declaração. AINDA HOJE!!!
Até mais, pessoal! Fiquem com Deus!

fonte - facebook - plantas variadas

publicado por momentoskatia às 02:31

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Eu viajava com meus pais. Estávamos na fila de embarque quando reparei, ao nosso lado, um pai entregando da livraria do aeroporto um livro de presente para cada filho adolescente. Os dois meninos estavam compenetrados, cada um em seu celular, brincando com algum joguinho. Os garotos nem ligaram muito para os livros, mas o pai insistiu e esperou que eles olhassem os presentes. Os meninos viram a capa, folhearam as páginas e, logo em seguida, guardaram os livros e continuaram com seus jogos.

Naquela hora, olhei para o meu pai e voltei quase 30 anos no tempo. Lembrei-me dos gibis e pacotes de figurinhas que ele me trazia. Então meus devaneios saudosistas foram interrompidos pelo choro do irmão caçula dos dois adolescentes. Não sei por que o garotinho de cerca de cinco anos chorava, mas assisti ao pai pegá-lo no colo, falar algo em seu ouvido e acalmá-lo.

Os pais são os heróis da nossa infância, sejam eles biológicos ou de coração. São eles que têm o poder de acalmar dores e fazer parar o choro. Aparecem no meio da noite para dizer que o pesadelo foi somente um sonho ruim. Sabem matemática — ou fingem que sabem — quando estamos perdidos em tarefas sem resolução.

Quem se torna pai ou mãe passa a admirar ainda mais os seus pais, pois descobre o amor incondicional que resiste como uma rocha aos tormentos da vida. Quando alguém sofre a dor de seu filho, entende o quanto os próprios pais foram corajosos e firmes para mantê-lo forte e confiante.

Porque, quando somos crianças, não sabemos que nossos heróis imbatíveis sentem medo e dúvidas, e que o escuro do quarto também os apavora de vez em quando. A criança não sabe que os pais choram e sentem dor. Não imagina que, mesmo doendo por dentro, eles aplacam as dores dos seus filhos como o super-herói do desenho animado que engole a dinamite e não se explode.

Agora adultos, enxergamos nossos pais com os mesmos olhos que eles nos protegiam, buscando confortá-los nos seus primeiros sinais do envelhecimento. Se antes eram eles que se levantavam no meio da noite e cantavam baixinho “dorme agora, é só o vento lá fora”, hoje nós os abraçamos para diminuir as suas dores da artrose, da solidão e da saudade.

Olhando aquele pai com seus filhos no aeroporto, virei para o meu e enxerguei a menina que ele pegava no colo. Suas brincadeiras de monstro que eu e meus irmãos adorávamos: ele se cobria com um lençol branco e saía correndo atrás da gente. Minha mãe ficava assistindo do sofá, às gargalhadas.

Algumas vezes, nossas vidas mudam e nos tornamos inseguros. Somos testados o tempo todo e por todo mundo. E, como somos adultos, temos que resolver nossos problemas. Mas quando o quarto esfria no meio da noite, sempre penso naquele beijo que a mamãe me dava para proteger o meu sono, e tenho certeza que a estrada que me leva à casa dos meus pais continua no mesmo lugar.

Eu estava prestes a embarcar quando entendi por que o menino chorava: seu pai embarcaria sozinho. Os meninos adolescentes abandonaram seus celulares por uns instantes e abraçaram carinhosamente o pai que partia. O filho mais novo passara para o colo de uma mulher, provavelmente a mãe, e dizia adeus com sua mãozinha que esparramava pelo ar o sentimento da despedida.

Nunca estamos preparados para perder nossos pais, não importa a nossa idade. Nelson Gonçalves cantou “naquela mesa tá faltando ele, e a saudade dele tá doendo em mim” para aliviar a dor de um filho ao olhar para a cadeira vazia onde seu pai se sentava e contava suas histórias. É que a ausência de um pai ou uma mãe permanece dentro da gente, como uma mesa no canto ou um jardim sem flores, como um abraço de adeus no aeroporto.

 

fonte - http://www.revistabula.com/5910-nunca-estamos-preparados-para-perder-nossos-pais/

publicado por momentoskatia às 02:28

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Um dia, quando eu ainda morava na casa dos meus pais, minha mãe me chamou angustiada porque a Luna, nossa Cocker caramelo, estava encolhida debaixo do armário da despensa. Havia muito sangue espalhado pelo chão. Fraca e desidratada por causa de um sangramento intestinal intenso, ela foi internada no Hospital Veterinário da cidade.

O livro “Marley e Eu” resume o sentimento que temos por nossos cachorros: “Nossos animais de estimação têm a vida tão curta, ainda assim, passam a maior parte do tempo esperando que voltemos para casa todos os dias. É impressionante quanto amor e alegria eles trazem para nossas vidas, e quanto nos aproximamos uns dos outros por causa deles”.

Por incrível que pareça, os animais nos humanizam. Nós, seres humanos, vivemos em conflito desde a nossa existência. Mas alguns animais nos inspiram a olhar a vida com mais simplicidade, curiosidade e disposição.

Repare. Estamos sempre apressados. Egoístas ou distraídos, mal observamos o mundo ao redor. A vida moderna e informatizada, com tantos compromissos e trabalho nas cidades grandes, muitas vezes nos obriga a passar o dia todo fora de casa. E só quem tem um animal de estimação sabe da alegria que sentimos quando somos recebidos a latidas, lambidas e rabos agitados.

Com o diagnóstico de infecção intestinal, nossa cachorra precisou de tratamento com soro e antibiótico endovenosos. Fui visitá-la todos os dias no hospital. Numa visita, estávamos em uma sala cheia de gaiolas ocupadas por cachorros de todo tamanho e raça. Comecei a observar os cães adoecidos e seus donos. Na gaiola ao lado da Luna, havia um cachorro de porte médio em insuficiência renal terminal. Seu olhar apático não correspondia aos olhos tristes de seus donos, um casal ajoelhado à sua frente, fazendo-lhe carinho em silêncio.

Tinha um cachorro enorme que sofrera a amputação do pênis devido a um tumor maligno, e seu olhar parecia de um filhote abandonado. Um idoso soltara seu vira-lata para lhe dar comida. O animal estava tão cansado que só queria repousar a cabeça no joelho do homem, que estava sentado no chão, de pernas cruzadas, bem no meio da enfermaria canina. Aproximei-me deles e perguntei o que havia acontecido. O cão tinha um câncer e não resistiria a uma cirurgia devido sua idade avançada.

Do outro lado, reparei no menor chihuahua que já havia visto até então. Duas moças conversavam carinhosamente com o pequeno cão, dando-lhe biscoitinhos pelo espaço entre as barras de ferro da gaiola, deixando-o agitado e feliz.

Por mais que seja difícil o momento, a vida ainda pode ser alegre com um rabinho agitado ao seu lado. A cachorra Baleia, do romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, foi retratada pelo autor com uma humanidade que parecia maior que a dos próprios seres humanos. Talvez, a cadela tenha sido a inspiração da esperança para aqueles nordestinos sofridos. Apesar da dor, da fome e da seca, Baleia não cedia à morte. Ela não abandonava Fabiano, sinhá Vitória e os meninos; nem mesmo quando foi sacrificada por estar doente ela deixou de pensar neles. Morreu sonhando com seus donos, num outro mundo perfeito, farto de comida e com as crianças brincando felizes.

O coração de um cão é puro. Você está triste, chorando talvez, e seu cachorro se aproxima sem fazer barulho. Apenas encosta sua cabeça em seu colo, ou passa o focinho molhado na sua perna, só para te lembrar que você não está sozinho. Sua lealdade é incondicional. Ele te ama até o último dia da vida dele.

*Título tomado de empréstimo de Marley e Eu, de John Grogan.

fonte - http://www.revistabula.com/5949-de-seu-coracao-a-um-cao-e-ele-lhe-dara-o-dele/

 

---Minha cachorrinha Lála faleceu no último dia 20 de abril e adorei essa parte do texto...

Morreu sonhando com seus donos, num outro mundo perfeito, farto de comida e com as crianças brincando felizes.

O coração de um cão é puro. Você está triste, chorando talvez, e seu cachorro se aproxima sem fazer barulho. Apenas encosta sua cabeça em seu colo, ou passa o focinho molhado na sua perna, só para te lembrar que você não está sozinho. Sua lealdade é incondicional. Ele te ama até o último dia da vida dele.

Sinto que ela continua nos amando de onde estiver... porque nós continuamos a amando do lado de cá...

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publicado por momentoskatia às 02:12

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Sinto uma ternura especial pelos idosos. Principalmente os mais velhinhos, que carregam em suas almas uma vida inteira de histórias, lutas e saudades. A velhice tem um encanto que muitas vezes é ignorado por aqueles que não querem — ou não sabem — enxergar. Segundo Rubem Alves, a velhice é como o pôr do sol: “a beleza do crepúsculo é tranquila, silenciosa — talvez solitária. No crepúsculo, tomamos consciência do tempo”.

Certa vez, na correria normal do dia a dia, encontrei um senhor com mais de 80 anos que carregava um livro que me prendeu a atenção. Ele estava lendo “Uma Breve História Do Tempo”, de Stephen Hawking. Quando eu quis saber o que ele estava achando do livro, sorriu para mim.

Ao me lançar um olhar de entusiasmo e curiosidade, expliquei que tinha comprado o livro havia alguns meses, mas que tinha parado de ler logo nos primeiros capítulos, pois achara a leitura difícil; e, também, por falta de tempo.

Então ele me disse que se alguém lhe perguntasse qual o presente mais precioso que ele gostaria de ganhar na vida, esse presente seria “tempo”. Animado, falou que era uma leitura complexa, mas interessante, e, como tinha formação em Física, algumas teorias conseguia compreender.

Entretanto, o nobre senhor estava curioso sobre como entender se existe mesmo a hipotética quinta dimensão. E, também, explanou mais algumas coisas sobre o Universo, os buracos de minhoca e a viagem no tempo.

Mesmo sem entender metade das coisas que ele falava alegremente, naquele instante, o meu cérebro sofreu uma espécie de “Big Bang” de ideias: o início da expansão de novos e velhos pensamentos. Atormentada por teorias que pouco entendia, entendi que é preciso viver cada momento com mais intensidade e entusiasmo.

Quantas vezes você deixou de fazer algo por falta de tempo? Como os exercícios físicos que o seu médico tanto lhe recomenda? Como aquela ligação a um amigo de quem você está com saudade? Como a viagem em família tantas vezes prometida?

Deixar de fazer algo que você gosta — ou precisa — por falta de tempo é a mesma coisa que se esconder em buracos negros dentro de si mesmo: você deixa de existir. Torna-se mecânico nos sentimentos. Porém, uma hora, tardiamente, perceberá que não há mais como voltar atrás.

Quem enxerga o tempo como um benefício, aprende a valorizar o que realmente importa: é preciso escolher. É preciso viver!

Aquele senhor sabe que a morte lhe está chegando; suas saudades anoitecem o tempo que lhe resta. Ele tornou-se sábio ao degustar cada momento com uma alegria única, mesmo sentindo com sincera tristeza o crepúsculo que anuncia a chegada da sua noite alta.

Todos nós iremos envelhecer. Mas a vida é muito mais que uma coleção de tique-taque. Ela é um ciclo de tempo: de começo, meio e fim. Até que esse ciclo se encerre, não tenha medo de dizer o que for preciso; não deixe de amar por receio de sofrer; e não fique parado por não saber aonde ir — assim me aconselhou o senhor octogenário.

 

fonte - http://www.revistabula.com/6220-aproveite-cada-minuto-porque-o-tempo-nao-volta-o-que-volta-e-a-vontade-de-voltar-no-tempo/

publicado por momentoskatia às 01:57

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Engole o choro. Engole sapo. Não diga, não quero saber. Cala a boca, cala o peito, cale-se! Mas o corpo fala, e como fala. Fala a ponta dos dedos batendo na mesa, fala o dente acirrado, rangendo estridente. Falam os pés inquietos na cama. Falam os olhos caindo tristonhos. Fala dor de cabeça, dor na alma. Fala gastrite, psoríase, fala ansiedade, fala memória perdida. Fala o corpo curvado, fala o nó na garganta atravessado. Fala angústia, fala ruga. Fala insônia, fala sono demasiado. Falador.

É impossível entrar no tatame da vida sem levar uns tapas dela. Mágoa, tristeza, dor, raiva, são sentimentos que nos atravessam sem pedir licença. A verdade é que enquanto estamos sentados na pedra fitando o abismo em dor, mastigamos as emoções, mas nem sempre as digerimos bem. Emoções engolidas e não digeridas corroem feito ácido. É bicho morando no estômago, mordente, cáustico. É soda! Emoções indigestas são como bruxas trancafiadas no corpo. Medonhas, a carregar sensações malditas e mal ditas. Ninguém quer saber de falar de sentimentos mal cheirosos. Então a gente engole, e esse mal entendido vira coisa que entra no estômago, percorre a garganta, o peito, e se deixarmos, calará nossa boca e nossa paz por uma vida inteira.

E aí, cedo ou tarde, todas as dores do mundo hão de querer vomitar, regurgitar o mal resolvido, e nos contorcer novamente as entranhas. É preciso um pouco de coragem para se fazer falar. Emoção amordaçada nos faz refém dela. Dor tapada, cala necessidade. Mágoa não entendida, enfarta a fé nas pessoas. Raiva carregada, pesada, transita ardente pelas costas. Não dá pra engolir tudo e dizer amém! Eu sei. Também não dá pra cometer sincericídios por aí. Mas dá para expressar. O que se sente cabe tradução.

Freud disse certa vez: “a ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como são umas poucas palavras boas”. É isso, tem hora que o sentimento pede pra ser dito, entendido, descodificado, traduzido. Tudo que ele quer é ser exorcizado pela palavra ou pela via que lhe cabe melhor. Expressar tranquiliza-a-dor. Dor não é pra sentir pra sempre. Dor é vírgula.

Então diz! Diz logo o que quer dizer sua bruxa. Coloca a dor no caldeirão e faz sopa de letrinhas. Faz uma carta, um poema, um livro. Faz uma orquestra tocar. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz uma aquarela. Faz uma vida. Faz lá, sol, manda a dó se catar. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigo. Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, discute com Deus, se pinta de artista. Conversa sozinho, papeia com seu gato, berra aos céus, mas não se cala. Fala, vai. Pois “se você engolir tudo que sente, no final você se afoga”. É que emoções indigestas e encarceradas mergulham no coração mais tarde para explodi-lo.

E aí, me diz, quem será capaz de nos juntar? Jamais a mágoa e toda a lama que ela carrega será melhor do que a nossa paz.

 

fonte - http://www.revistabula.com/6154-se-voce-engolir-tudo-que-sente-no-final-voce-se-afoga/

publicado por momentoskatia às 01:52

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Certa vez, fiquei observando meu pai brincar com meus sobrinhos. Espantada, não era o meu pai que eu via: era o meu avô, o pai dele. O mesmo aconteceu outro dia em que minha mãe sovava a massa do pão: era a mãe dela que eu enxergava, com toda sua força e alegria na cozinha.

Rubem Alves escreveu uma crônica pro seu neto Tomazinho quando este ainda estava aprendendo a falar. No texto, o escritor conta que o menino adorava brincar de cavalinho sentado sobre as pernas do avô: “você brinca de cavaleiro, meus braços segurando os seus, você rindo, querendo sempre mais, e eu cantarolando uma canção que sua bisavó, a Oma, cantava para os netos, em alemão”.

Quando somos crianças, não temos noção de que nossos avós não são eternos. E o tempo passa tão rápido que, de repente, não temos mais os nossos avós por perto. Mesmo com eles ainda vivos, nossa correria diária cheia de compromissos muitas vezes nos faz adiar visitas e reencontros.

Até que um dia surge uma vontade inesperada de comer aquele bolo de laranja gostoso que só a vovó sabia fazer. Rubem Alves sabia disso, ele deixou para o seu neto esta mensagem: “se você tiver vontade de andar a cavalo é porque estará com saudade da perna do seu avô…”.

Hoje eu não tenho mais uma casa de avós para visitar. Infelizmente, os quatro já se foram. Mas os visito constantemente nas minhas saudades. Na casa dos avós podia tudo, mesmo quando eles ficavam bravos com os netos. Lá a gente brincava de “gato mia”, subia no telhado, entrava no jardim. Pegava hortelã e cebolinha da horta para fazer comida para as bonecas. Molhava o pão com manteiga no leite com café. Achava os chocolates escondidos no armário. Brincava com o galinho do tempo que ficava na estante da sala — aquele que mudava de cor dependendo da umidade.

Hoje é fácil perceber como não importava se a vovó trocava o nosso nome ou se o vovô não tinha condições de nos dar um presente caro. Como também não importava se chovia ou se o tempo estava seco (se o galinho estava rosa ou azul). Naquele tempo de ternura, travessuras e simplicidade, o que importava era o colo caloroso de nossos avós. Aquele era o jeito deles brincarem de cavalinho conosco.

Repare como o amor de nossos avós supera o tempo e a distância; eles também vivem em nossos pais. Olhe o seu pai brincando com seus filhos: é o pai dele se divertindo com você e seus irmãos. Observe sua mãe preparando o almoço: é a mãe dela abençoando a cozinha.

De geração em geração, a vida dá seu testemunho: os avós não morrem. A memória do que foi bom e bonito permanece nas partidas de baralho e nas pescarias, no sorvete de groselha e nos sonhos de goiabada, nos panos de pratos bordados por nós e nas histórias que passamos para frente.

 

fonte - http://www.revistabula.com/6267-avos-nao-morrem-eles-vivem-dentro-da-gente/

publicado por momentoskatia às 01:40

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1 — Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
2 — Seja você mesmo. Todas as outras personalidades já têm dono.
3 — Dinheiro não traz felicidade, mas dá uma sensação tão parecida que é necessário um especialista para ver a diferença.
4 — Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão olhando para as estrelas.
5 — A verdade raramente é pura e jamais é simples.
6 — O homem que se ocupa do passado não merece ter um futuro.
7 — Não quero ir para o céu: nenhum dos meus amigos está lá.
8 — Os que são amados pelos deuses amadurecem sem envelhecer.
9 — Qualquer um pode fazer uma coisa. O mérito está em fazer o mundo acreditar que foi você quem a fez.
10 — Não sou jovem o suficiente para saber tudo.
11 — Um sonhador é aquele que só ao luar descobre seu caminho e que, como punição, vê o dia amanhecer antes do resto do mundo.
12 — Dinheiro é como adubo: só serve quando espalhado.
13 — O mais terrível não é termos nosso coração partido (pois corações foram feitos para ser partidos), mas transformar nossos corações em pedra.
14 — O passado sempre poderia ser anulado. O arrependimento, a negação ou o esquecimento poderiam fazê-lo. Mas o futuro era inevitável.
15 — Desculpe-me, não reconheci você: eu mudei muito.
16 — Ser natural é a mais difícil das poses.
17 — Nenhum homem é suficientemente rico para comprar seu passado.
18 — Tudo no mundo está relacionado a sexo, exceto o próprio sexo, que está relacionado a poder.
19 — É absurdo dividir as pessoas em boas e más. Elas são apenas encantadoras ou tediosas.
20 — Só existem duas regras para escrever: ter algo a dizer e dizê-lo.
21 — A única diferença que existe entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais.
22 — Como não foi genial, não teve inimigos.
23 — Fazer parte da sociedade é uma amolação, mas estar excluído dela é uma tragédia.
24 — Se for dizer a verdade aos outros, faça-os rir, do contrário eles o matarão.
25 — Quando me acontece pensar à noite em meus defeitos, adormeço imediatamente.
26 — Adoro os prazeres simples. Eles são o último refúgio dos homens complicados.
27 — Nós devíamos simpatizar com a alegria. Quanto menos falarmos das chagas da vida, melhor.
28 — A tragédia da velhice não consiste em ser velho, mas em ter sido jovem.
29 — Trabalho é aquilo que as pessoas fazem quando não têm nada para fazer.
30 — A vantagem de brincar com fogo é aprender a não se queimar.
31— A experiência não tem nenhum valor ético, é simplesmente o nome que damos aos nossos erros.
32 — Alguns causam felicidade aonde quer que vão; outros, sempre que se vão.
33 — A pontualidade é uma ladra do tempo.
34 — Meus próprios problemas sempre me entediam mortalmente. Prefiro os dos outros.
35 — Tenho gostos extremamente simples: só o melhor me satisfaz.
36. Perdoe sempre seu inimigo. Não há nada que o enfureça mais.
37 — O sofrimento é o meio pelo qual existimos, porque é o único responsável por termos consciência de existir.
38 — Só se põe a vida a perder quando ela para de evoluir.
39 — Às vezes podemos passar anos sem realmente viver, e de repente toda a nossa vida se concentra em um só instante.
40 — Com liberdade, flores, livros e a lua, quem não seria completamente feliz?
41 — Nos tempos atuais, os jovens pensam que o dinheiro é tudo, algo que comprovam quando ficam mais velhos.
42 — Convém ser moderado em tudo, até na moderação.
43 — Deem-me o supérfluo, pois o necessário qualquer um pode ter.
44 — Estou convencido de que Deus fez um mundo diferente para cada homem, e de que é nesse mundo, que está dentro de nós mesmos, que devemos tentar viver.
45 — Se somos tão inclinados a julgar os outros, é porque tememos por nós mesmos.
46 — A melhor maneira de livrar-se da tentação é ceder a ela.
47 — Nunca viajo sem meu diário. Sempre deveríamos levar algo admirável para ler no trem.
48 — Dever é o que esperamos do comportamento dos outros.
49. Nada pode curar a alma, exceto os sentidos.
50 — O cinismo consiste em ver as coisas como realmente são, não como deveriam ser.
51 — Há coisas que são preciosas justamente porque duram pouco.
52 — Para a maioria de nós, a verdadeira vida é a que não levamos.
53 — É monstruosa a forma como as pessoas criticam as outras pelas costas, dizendo coisas absoluta e completamente verídicas.
54 — O mundo é um palco, mas seu elenco é um horror.
55 — Só existe no mundo uma coisa pior do que falarem de nós. É não falarem.
56 — É muito difícil não ser injusto com quem amamos.
57 — Só os superficiais chegam a conhecer a si mesmos.
58 — Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que devo estar enganado.
59 — Só podemos dar uma opinião imparcial sobre as coisas que não nos interessam; sem dúvida, por isso mesmo, as opiniões imparciais carecem de valor.
60 — Em assuntos de vital importância, o essencial é ter estilo, não sinceridade.
61 — As desventuras são suportáveis porque vêm de fora, são meros acidentes. É no sofrimento causado pelas nossas próprias faltas que sentimos a ferroada da vida.
62 — Escolho meus amigos pela beleza, meus conhecidos pelo caráter e meus inimigos pela inteligência.
63 — A vida não é complicada, nós é que somos. A vida é simples e o simples é sempre correto.
64 — O fato de um homem morrer por uma causa não diz nada a respeito do valor dela.
65 — Definir é limitar.
66 — O tolo nunca se recupera de um sucesso.
67 — Quando a pessoa está apaixonada, começa por enganar a si mesma e acaba enganando os outros. Isso é o que o mundo chama de romance.
68 — O que nos absolve é a confissão, não o padre.
69 — Gosto de escutar a mim mesmo. É um dos meus maiores prazeres. Converso comigo com frequência e sou tão inteligente que às vezes não entendo uma só palavra do que digo.
70 — Uma ideia que não seja perigosa não merece ser chamada de ideia.
71 — Nos melhores dias da arte, não existiam críticos de arte.
72 — A educação é algo admirável, mas é bom recordar que nada que valha a pena saber pode ser ensinado.
73 — Crie a si mesmo. Seja seu próprio poema.
74 — A arte da música é a que está mais perto das lágrimas e das lembranças.
75 — Afinal, o que é a moda? Do ponto de vista artístico, uma forma tão intolerável de horror que tem de ser mudada a cada seis meses.
76 — Amar a si mesmo é o começo de um romance que vai durar a vida inteira.
77 — A pessoa se torna mais trivial quando se leva a sério.
78 — Ensinamos as crianças a recordar, mas não as ensinamos a crescer.
79 — A cada boa impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular, é preciso ser medíocre.
80 — Nada é tão perigoso como ser moderno demais. Fica-se com uma tendência a virar antiquado de repente.
81 — O pessimista é aquele que reclama do barulho quando a oportunidade bate à porta.
82 — Cada um de nós tem um céu e um inferno dentro de si.
83 — Experiência é algo que não se consegue de graça.
84 — Se a natureza tivesse sido confortável, o ser humano jamais teria inventado a arquitetura.
85 — A ilusão é o primeiro dos prazeres.
86 — As riquezas comuns podem ser roubadas, mas as de verdade, nunca. Em sua alma há coisas infinitamente preciosas que ninguém jamais poderá tirar de você.
87 — Qualquer um pode ter empatia com o sofrimento de um amigo. É simpatizar com o sucesso dele que exige uma natureza delicada.
88 — A obra foi um sucesso, mas o público fracassou retumbantemente.
89 — Quando descobrirmos as leis que regem a vida, perceberemos que os homens de ação têm mais ilusões do que os sonhadores.
90. Ela se comporta como se fosse bela. Esse é o segredo do seu encanto.
91. Descobrir exatamente o que não aconteceu nem vai acontecer é um privilégio inestimável de todo homem culto e talentoso.
92 — No amor, todos os caminhos acabam de forma igual: desilusão.
93 — A sensação mais agradável do mundo é fazer uma boa ação anonimamente e ela ser descoberta.
94 — Dê uma máscara ao homem e ele dirá a verdade.
95 — Cada um de nós é seu próprio demônio e faz deste mundo um inferno.
96 — A arte nunca deve tentar ser popular. O público é que deve tentar ser artístico.
97 — Há duas tragédias nesta vida: uma é não conseguir o que se quer, outra é conseguir.
98 — A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.
99 — A vida é apenas um tempinho horroroso cheio de momentos deliciosos.

 

Filho de um médico e de uma escritora, Oscar Wilde nasceu em Dublin, Irlanda, em 16 de outubro de 1854. Adepto do esteticismo — arte pela arte —, suas principais obras são o romance “O Retrato de Dorian Gray”, considerado uma das obras-primas da literatura inglesa, e a peça “A Importância de ser Prudente”, que reúne alguns dos melhores aforismos de Wilde e faz uma contraposição a ideologia da sociedade vitoriana.

Por sua homossexualidade, Oscar Wilde foi alvo de um célebre processo — “por cometer atos imorais com diversos rapazes” — que o levou a cumprir dois anos de prisão com trabalhos forçados entre 1895 e 1897. Durante o cárcere, o autor de “O Príncipe Feliz”, “O Rouxinol e a Rosa” e “Salomé” escreveu algumas das obras que ajudaria a imortaliza-lo, entre elas, “De Profundis”, uma longa carta de recriminações a seu ex-amante, na qual Wilde explica sua conduta sem tentar defendê-la; o ensaio anarquista “A Alma do Homem sob o Socialismo”; e a célebre “Balada do Cárcere de Reading”, revelando as condições inumanas da vida na prisão.

Depois de ser libertado, Oscar Wilde foi morar na França e adotou o pseudônimo de Sebastian Melmoth. Passou seus últimos anos de vida em Paris. Morreu em dia 30 de novembro de 1900, vitimado por uma meningite, agravada pelo álcool e pela sífilis. Neste post, reunimos os 99 aforismos compilados por Allan Percy.

fonte - http://www.revistabula.com/3841-99-aforismos-classicos-de-oscar-wilde/

publicado por momentoskatia às 01:01

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