Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

Três gostas de vodka

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O padre, novo naquela paróquia, sentiu-se muito nervoso no seu primeiro sermão.

Antes do seu segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao arcebispo como poderia fazer para relaxar.
Este lhe sugeriu que, na próxima vez, colocasse três gotas de vodka na água e assim ficaria mais tranqüilo.
No domingo seguinte o padre seguiu a sugestão do arcebispo.
Sentiu-se tão bem, que poderia falar alto até no meio de uma tempestade, tão feliz e descontraído que se encontrava.


Após a missa, ao regressar à Reitoria, encontrou esta nota, assinada pelo arcebispo:


Seguem algumas observações a respeito da missa de hoje:

1) Antes da próxima pregação, coloque três gotas de vodka na água e não três gotas de água na vodka.

2) Não coloque limão e açúcar na borda do cálice.

3) O manto da imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo não deve ser usado como guardanapo.

4) Existem 10 Mandamentos e não 12.

5) Existiram 12 Apóstolos e não 10.

6) Judas traiu Jesus, não o "sacaneou".

7) Jesus foi crucificado, não enforcado;

8) Tiradentes não tem nada a ver com a história.

9) A hóstia não é chicletes; portanto evite tentar fazer bolas.

10) Aquela "casinha" é o confessionário; não o banheiro.

11) Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora, muito menos abraçá-la.

12) A iniciativa de chamar o público para cantar foi louvável, mas fazer trenzinho e correr pela igreja foi demais.

13) Água benta é para se benzer e não para refrescar a nuca.

14) Nunca reze a missa sentado na escada do altar.

15) As hóstias devem ser distribuídas para os fiéis, jamais servidas como aperitivo para acompanhar o vinho.

16) Procure usar cueca embaixo da batina.

17) Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor.

18) Jesus nasceu em Belém, mas isto não significa que ele seja paraense.

19) Numa missa não se deve fazer perguntas ao público.

20) Quem peca é um pecador, não um filho da puta.

21) Quem peca vai para o inferno, e não "pra puta que o pariu".

Pelos 45 minutos de missa que acompanhei, notei essas falhas que, espero, devem ser corrigidas já no sermão do próximo domingo.

Ah....Padre, e "aquele sujeito, sentado no canto do altar", a quem você se referiu como "travecão de vestido" era EU!!

 

Atenciosamente,
Arcebispo.

publicado por momentoskatia às 19:14

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Terça-feira, 14 de Novembro de 2017

Serás mãe...

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Respira. Serás mãe por toda a vida. 
Ensine as coisas importantes. As de verdade. 
A pular poças de água, a observar os bichinhos, 
a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes. 
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. 
Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu. 
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso. 
Deixe ele imaginar. Imagine com ele. 
As paredes podem ser pintadas de novo, 
as coisas quebram e são substituídas. 
Os gritos da mãe ficam.
Muitas vezes você pode lavar os pratos mais tarde. 
Enquanto você limpa, ele cresce. 
Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais. 
Menos presente e mais presença! 
E, acima de tudo, respira.
Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez.”

(Autor desconhecido)
publicado por momentoskatia às 21:31

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Conversa entre vô e neto...

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Um jovem perguntou: "Vovô, como você viveu antes?

Sem tecnologia

Sem smartphones

Sem internet

Sem computadores

Sem tvs plasma ou led

Sem redes sociais

Sem drones

Sem celulares, tablets, notebook e laptop? "


O vovô respondeu: 

"Como a sua geração vive hoje:

Sem orações

Sem compaixão

Sem honra

Sem respeito

Sem vergonha

Sem esforço

Sem responsabilidades

Sem modéstia"

 "Nós, as pessoas nascidas no século passado, somos abençoadas.

 

Nossa vida é prova viva.

- Enquanto andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.

- Depois da escola, jogávamos até o anoitecer no bairro, sem medo.

- Nós brincávamos com amigos reais, não com amigos da internet.

- Se tivéssemos sede, beberíamos água da mangueira, não engarrafados.

- Não havia perigo de compartilhar o mesmo copo de suco com quatro amigos.

- Não ganhamos peso comendo junk food.

- Nem nos aconteceu nada caminhando com os pés descalços.

- Nunca usamos um suplemento para nos manter saudáveis.

- Nós costumávamos criar nossos próprios brinquedos e brincar com eles.

- Os pais não eram ricos. Eles davam amor, não coisas materiais.

- Não tínhamos telefone, celulares, DVD, Play Station, Xbox, jogos de vídeo, computadores pessoais, internet, redes sociais - nós tínhamos amigos reais.

- Nós visitávamos a casa de nossos amigos sem termos sido convidados e apreciávamos a refeição com eles.

- Os parentes viviam nas proximidades para aproveitar o tempo da família.

- Podemos estar em fotos em preto e branco, mas você pode encontrar memórias coloridas nessas fotos.

- Somos uma geração única e mais compreensiva, porque somos a última geração que ouviu seus pais, avós e tios. Também respeitamos mestres, professores e o pastor.

Somos uma edição LIMITADA! Todos os dias somos menos. Aproveite enquanto você pode.

Aprenda conosco.

E tenha em mente que nos deu muito trabalho construir este país que, hoje, eles estão destruindo!

 

Desconheço o autor

publicado por momentoskatia às 12:20

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Sábado, 4 de Novembro de 2017

Sobre a morte e o morrer – Rubem Alves

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Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? O diabo é deixar de viver”. A vida é tão boa! Não quero ir embora. Como ia dizendo, não tenho mais medo da morte, mas temo ainda porque o morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo. E pela solidão, já que ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte. E medo também de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza. Mas a medicina não entende.

Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”. Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava.

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que conseguia com esforço movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: “Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusaram, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama. De repente um acontecimento feliz: o coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias.

Dirão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a reverência pela vida é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais? Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais.
A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia. Muitos dos chamados “recursos heroicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da reverência pela vida. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me!”.

Dizem as escrituras: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A reverência pela vida exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a morienterapia, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs, aparelhos invasivos e hospitais. (Fonte: Charlezine)

 

 escrita por Rubem Alves e publicada no jornal Folha de S.Paulo do dia 12 de outubro de 2003.

publicado por momentoskatia às 23:30

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A mãe do pai

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"A mãe da mãe tem as portas abertas.

Liberdade, intimidade, jeitinho.
É coadjuvante da novidade, doadora silenciosa do amor.
Cúmplice de uma nova mãe que merece e precisa da sua presença.
Mas e a mãe do pai?
Quão difícil é ser mãe do pai.
Achar a brecha, encontrar o lugar, se chegar.
A mãe do pai não tem que ajudar nas posições das mamadas, não tem que fazer compressas pré amamentação.
Para isso já existe a mãe da mãe. 
É ela quem o coração de filha pede.
E assim, a mãe do pai fica ali, observando de perto mas de longe.
A mãe do pai não tem desculpas para visitas demasiadamente prolongadas.
Precisa ir na coragem, na boa cara de pau, na fé.
A mãe do pai não pode ligar 3x ao dia para saber como está o toquinho de gente que fez seu coração explodir mais uma vez.
Ser mãe do pai é presenciar o filho se descobrir na paternidade, e ao mesmo tempo ter relances do garotinho que ontem segurava sua mão, e agora segura um bebê.
Ser mãe do pai é querer beijar, abraçar, palpitar na vida de um bebê que é tão seu, mas nem tanto.
É o amor incondicional que não pode chegar arrombando, precisa ser manso, bater na porta.
Ser mãe do pai é ter que aprender a respeitar a ordem do tempo e principalmente das coisas. 
É o amor resiliente, humilde, paciente.
Tenho a impressão que ser mãe do pai é o mais paciente dos amores.
É a união do amor com a espera.
Espera pelo momento, pela sua hora.
É falar, já que às vezes o amor fala demais, e se arrepender. 
A verdade, que não se pode negar, é que a mesma frase dita pela mãe da mãe, é recebida de forma diferente quando dita pela mãe do pai.
Ser mãe do pai é enxergar em outra mulher não somente a esposa do filho, mas a guardiã e mãe do novo ser que é tão importante na sua vida.
Ser mãe do pai é um papel tão complexo que assusta.
E me traz uma ponta de tristeza, pois um dia será a minha vez. 
E uma ponta de vergonha, já que lembro da minha sogra e da sua jornada como mãe de pai.
Pensando assim meu coração me pede mais paciência, compreensão, tolerância. Me pede para lembrar que quando o assunto é amor para os meus filhos, seja da mãe da mãe, ou da mãe do pai, nunca é demais.

Autora: @a.maternidade - Rafaela Carvalho
 
Retirei do facebook - Projeto 60 anos
publicado por momentoskatia às 23:19

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