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Ser mulher não é fácil, e ainda existe um longo caminho até podermos ter realmente igualdade de género na nossa sociedade. Isto torna-se ainda mais evidente em certas áreas, como a área das reparações ou remodelações, em que o mercado ainda é predominantemente masculino. Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o Habitissimo deixa-lhe aqui as 4 barreiras que as mulheres que trabalham no setor das reparações e remodelações enfrentam diariamente, para ajudar a quebrar estigmas:

O estigma do género

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Uma das principais barreiras neste tipo de trabalho é a dos géneros dos trabalhadores. Ainda existe muita segregação no mundo laboral, especialmente no que a obras e reparações diz respeito. Ainda existe uma visão muito tradicional do tipo de trabalhos que uma mulher pode ou não fazer, visão essa que cria obstáculos a quem quer trabalhar de forma diferente do “tradicional”. Assim, é mais fácil encontrar mulheres com trabalhos de limpeza do que mulheres em ambientes de construção. Talvez tenha chegado o momento de questionarmos se essa visão tradicional do trabalho é ou não uma imposição da sociedade!


A barreira dos falsos mitos

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Para algumas pessoas, a ausência de mulheres neste setor da remodelação não se deve a uma questão de discriminação laboral, antes pelo contrário. Para essas pessoas, dever-se-ia à falta de capacidade das mulheres em não aguentar o stress de uma grande empreitada ou simplesmente à sua falta de força. Mas não nos podemos esquecer que, na maioria das vezes, estes trabalhos estão mais relacionados com a destreza, o que significa que qualquer mulher os pode fazer. A verdade é que não há mulheres no setor da construção só por um motivo: ninguém as contrata.

 

O estigma da distorção do mundo laboral

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Em alguns sectores do mercado, existem muita gente a acreditar que as mulheres são um elemento de distorsão do ambiente no trabalho. Torna-se até inslutante pensar que existem ainda muitos a acreditar nesse estigma, já que o argumento de que uma mulher vai perturbar uma obra simplesmente por ser mulher é absurdo. Talvez devêssemos perceber que, nestes casos, são alguns homens que criam um mau ambiente no trabalho, por não respeitarem a mulher que com eles atue na obra.

Mas esse não é o único argumento frágil relacionado a este tipo de barreiras. Para que tenham uma ideia, alguns defendem motivos tão ridículos como o facto de não haver vestuário específico para a mulher atura em certos setores. Mais uma falácia, já que os uniformes deixaram de ser um problema há séculos, quando as mulheres passaram a usar calças e passaram a decidir o que vestir ou não!

 

A mão de obra mais cara

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Chegamos aqui a um ponto crucial, com uma barreira que é possível ver neste e noutros tipos de trabalho: considera-se que as mulheres têm uma mão de obra mais cara. Ainda se vê a mulher como mãe, uma pessoa que vai ter longos períodos longe do trabalho para fazer frente às suas responsabilidades domésticas. Pensam que, muito provavelmente, a mulher terá que tirar tempo ao longo do ano para cuidar da sua família. É verdade que as mulheres reivindicam há já algum tempo uma melhor conciliação entre trabalho e vida familiar. Mas isto não significa que um pai não possa fazer o mesmo! Também não deixa de ser curioso que as pessoas vejam as mulheres como sendo mão de obra cara, quando na verdade as brechas salariais entre os diferentes géneros são uma constante do mundo laboral.

Concluindo...

Olhando para estas barreiras, percebemos que ainda há um grande trabalho a fazer até se chegar à igualdade de género. Mas abolir este tipo de pensamento estigmatizado é muito difícil. No entanto, há boas notícias: cada vez mais mulheres lutam por poderem realizar este tipo de trabalhos considerados tradicionalmente masculinos, abrindo muitas portas na luta pela igualdade. Estas são mulheres que sentem verdadeira paixão pela construção, não apenas do ponto de vista decorativo, mas no seu total, desde o interior da obra!

Fonte: https://projetos.habitissimo.pt/remodelacoes

publicado por momentoskatia às 22:33

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Tire um tempinho e leia esse texto 😉
"Você tem que me cumprimentar com um beijo", diz a tia que vem uma vez por mês, aquela que não saúda os seus vizinhos. 
"Você já é grande, você deveria ser mais independente", diz o papai enquanto sua esposa lhe passa a roupa para ir ao trabalho. 
"Você ainda mama na teta?", pergunta o primo que não para de fumar cigarros.
"Você tem que ouvir quando te falam", diz o avô que prepara carne para o seu genro vegetariano. 
"Você tem que dormir sozinho, na sua cama", diz a mamãe que quando o papai viaja vai dormir na casa da mãe.
"Empreste o carrinho, não seja egoísta", diz o tio que não empresta o carro nem a mulher. 
"Não é não, você tem que entender", diz a sogra que ainda não entende que deve ligar antes de aparecer. 
"A palmada educa, não é violência", diz o goleiro que ainda tem pesadelos com a cinta do pai. 
"Você tem que respeitar os adultos", diz a avó que dá coca cola a criança quando a mãe não vê. 

O melhor presente que podemos dar às crianças é nos comportarmos como adultos, e deixá-los ser.

Já é bastante difícil crescer em um mundo tão incoerente quanto o nosso.

Texto do Pediatra Jorge Arroyo Artola
Texto original em espanhol, adaptado para o português pela Psicóloga Márcia Tosin
Fonte: Facebook - Thaiana Zimermam
publicado por momentoskatia às 15:31

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