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Jul 20

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Costumamos nos torturar porque nos deparamos com várias opções e não temos certeza de qual delas o corpo nos pede. Ou queremos tudo, ou nada nos apetece. Ficamos cheios de dúvidas, cedemos aos impulsos e talvez mais tarde, quando olhamos para trás, nos arrependemos do que fizemos. E a solução passa por enxergar em perspectiva. Quando estamos desfolhando o mal-me-quer do que fazer, costumamos estar muito apegados ao momento presente, àquilo que nos angustia nesse momento, e esquecemos o impacto futuro. Por isso, precisamos de uma técnica simples que nos ajude a contemplar o problema a partir de outro ponto de vista mais amplo. E essa técnica pode ser o 10-10-10.

Esse triplo 10 é a fórmula que Suzy Welch, ex-editora da Harvard Business Review, nos propõe para tomar decisões levando em conta o curto, o médio e o longo prazo. Sua ideia surgiu como resultado de precisar conciliar a vida profissional – muito bem-sucedida, sem dúvida – com o fato de ser mãe de quatro filhos. Os problemas em ambas as esferas eram tão estressantes que ela chegou à conclusão de que podemos tomar decisões muito impulsivas se não contemplarmos o médio prazo; ou que podemos nos centrar no longo, esquecendo o imediato. Por exemplo: vou a um evento social ou fico em casa sossegada? A decisão, neste caso, pode ser errada se nos deixamos levar pela responsabilidade de “ser mulher-maravilha e estar em todos os lugares” ou pela culpa.

Para resolver o problema, Welch propõe que, antes de tomarmos uma decisão, filtremos segundo a regra 10-10-10. Ou seja, analisemos qual será seu impacto e quais serão as consequências nos próximos 10 minutos, nos 10 meses que estão por vir e nos futuros 10 anos. Se for ao evento, me sentirei mal nos próximos 10 minutos? E nos próximos 10 meses? Ou me lembrarei disso até mesmo daqui a 10 anos? De fato, se fizermos uma revisão das coisas que nos angustiam faz tempo, como certas provas, dizer algo incômodo ou falar em público, nos damos conta de que não é para tanto, que nossa mente exagera quando enfrenta os problemas e que quanto mais capacidade temos de adotar uma perspectiva, mais acertaremos com nossas decisões.

Em última análise, o tempo talvez seja um dos recursos mais escassos que temos. Pense que pode fazer você viver maus bocados, e antes de tomar qualquer decisão na qual se sinta em uma encruzilhada, aplique a regra 10-10-10. Responda a três perguntas simples:

Que impacto essa decisão terá nos próximos 10 minutos? E dentro de 10 meses? E de 10 anos?

É um bom hábito para contemplar o tempo a partir da dimensão tripla a seu favor, não contra você, e ganhar um 10.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/23/estilo/1498216202_877745.html?rel=mas?rel=mas

publicado por momentoskatia às 16:55

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Se queremos ter uma vida saudável, precisamos de um cérebro ativo. Fazer aniversário significa ir perdendo algumas faculdades. À medida que envelhecemos, fica mais difícil memorizar números de telefone e, às vezes, não vem à cabeça aquela palavra exata que queremos dizer. A memória, a atenção e a capacidade de concentração e expressão são algumas das habilidades afetadas com o passar do tempo. No entanto, existem boas notícias. Nas últimas décadas, a neurociência está demonstrando que nós todos, em qualquer idade, podemos realizar um treinamento cognitivo que nos ajude a manter nossa massa cinzenta mais jovem. Este é um bom momento para começar, principalmente em uma época tão dura como a que vivemos. É recomendável um bom treinamento para recuperar a energia mental e, ainda mais importante, para reforçar nossas habilidades cognitivas.

Antes de propor uma agenda de exercícios, façamos uma pequena diferenciação. A terapeuta Catalina Hoffmann, grande especialista em desenvolvimento cognitivo e autora do método que leva seu nome, sustenta que treinar é diferente de realizar uma manutenção mental. Se fizermos diariamente atividades que nos agradam, como sudoku ou caça- palavras, por exemplo, estaremos promovendo uma manutenção das áreas do cérebro que estão saudáveis e ativas. Equivaleria ao exercício de correr todos os dias para alguém que gosta do exercício físico. Já treinar é desenvolver áreas cerebrais que estão saudáveis, mas não ativas, e que deixamos de lado por diversos motivos: porque não prestamos muita atenção nelas, porque nos frustravam ou porque as atividades de que necessitavam não nos motivavam.

Hoffmann assinala que treinar envolve “acordar nossos neurônios Netflix”, que estão confortavelmente sentados no sofá e não têm nenhuma necessidade de sair dele. É aí que começa nosso desafio. Quando treinadores mentais são consultados a respeito de seus truques, enumeram atividades simples, que podem ser praticadas diariamente e não requerem mais de 10 minutos por dia. Vejamos oito delas, que surgem das recomendações que a própria Hoffmann reúne em seu método, mas também de livros como Entrena tu Cerebro (“treine seu cérebro”), de Marta Romo; Superpoderes del Éxito para Gente Normal (“superpoderes do sucesso para pessoas normais”), de Mago More, e Supertrucos Mentales para la Vida Diaria (“supertruques mentais para a vida diária”), de Jorge Luengo. Estas são suas propostas.

Ouvir música 8D com fones de ouvido. Esse tipo de música costuma ser utilizado em filmes ou games e é especialmente envolvente porque ativa o cérebro como um todo, segundo Hoffmann. Está disponível na Internet e é recomendável ouvir com os olhos fechados, prestando atenção nos instrumentos, na voz, no ritmo...

Dia da mão não dominante. Um dia por semana, devemos fazer tudo com a mão que não utilizamos habitualmente. Se somos destros, viramos canhotos, ou vice-versa. Essa atividade facilita a conexão dos hemisférios cerebrais e aumenta a reserva cognitiva.

Ler em voz alta. Quando lemos em voz alta, abrimos novas rotas neuronais, por isso é recomendável fazer isso uma vez por semana, mesmo que estejamos sozinhos.

Fazer algo que nos incomode. Temos de evitar cair na zona de conforto. Mago More sugere fazer coisas que nos custe fazer, mesmo que sejam pequenos atos, como não comer uma sobremesa de que gostemos muito ou seguir um caminho diferente do habitual.

Trabalhar com os aromas. Hoffmann sugere colocar, em recipientes, aromas que sejam familiares, como um sabonete da infância, um perfume antigo... O exercício consiste em vendar os olhos e se deixar surpreender pelo olfato. Desse modo, ativamos um dos sentidos menos desenvolvidos e abrimos novas conexões neurais. Essa dinâmica também pode ser feita com sabores, se alguém tiver dificuldades com o olfato.

Praticar esporte ou jogar. Como Marta Romo reconhece, o esporte também ativa nosso cérebro e nos ajuda até a desenvolver novos neurônios. Além disso, quando o corpo se movimenta, a mente relaxa e cria um espaço ideal para a aprendizagem.

Coordenação óculo-manual. Uma das chaves do treinamento cognitivo é conectar diferentes áreas cerebrais. Neste caso, Hoffmann sugere usar massa de modelar, ou qualquer outro material que possa ser moldado, para criar formas diferentes. O objetivo é conectar os olhos com as atividades das mãos.

Desafiar a atenção. Existem livros e dinâmicas para encontrar diferenças entre duas imagens ou encontrar uma que esteja oculta. Este exercício ajuda a treinar a atenção. Jorge Luengo, um ilusionista famoso, sugere praticá-lo dia após dia, quando estamos na rua sentados ou esperando em uma fila. O desafio é muito fácil: observamos as pessoas ao nosso redor, fechamos os olhos e tentamos lembrar detalhes de seus sapatos, sua roupa...

Treinar nosso cérebro para criar hábitos diferentes e desenvolver todo o nosso potencial cognitivo está em nossas mãos. Basta decidir fazer isso.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2020/07/22/eps/1595417837_245331.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200727

publicado por momentoskatia às 16:51

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Um jovem encontra um senhor de idade e lhe pergunta:
- Se lembra de mim?
E o velho diz: - não.
Então o jovem diz que ele era aluno dele.
E o professor pergunta:
- O que você está fazendo, o que você faz para viver?
O jovem responde:
- Bem, eu me tornei professor.
- Ah, que bom, como eu? (disse o velho)
- Pois sim. Na verdade, eu me tornei professor porque você me inspirou a ser como você.
O velho, curioso, pergunta ao jovem que momento foi que o inspirou a ser professor.
E o jovem conta a seguinte história:
- Um dia, um amigo meu, também estudante, chegou com um relógio novo e bonito, e eu decidi que queria para mim e eu o roubei, tirei do bolso dele.
Logo depois, meu amigo notou o roubo e imediatamente reclamou ao nosso professor, que era você.
- Então, você parou a aula e disse:
“O relógio do seu parceiro foi roubado durante a aula hoje. Quem o roubou, devolva-o”.
Eu não devolvi porque não queria fazê-lo.
Então você fechou a porta e disse para todos nós levantarmos e iria vasculhar nossos bolsos até encontrarmos o relógio, mas, nos disse para fecharmos os olhos, porque só procuraria se todos estivéssemos com os olhos fechados. Então fizemos, e você foi de bolso em bolso, e quando chegou ao meu, encontrou o relógio e o pegou. Você continuou procurando os bolsos de todos e, quando terminou, você disse:
"Abram os olhos. Já temos o relógio."
Você não me disse nada e nunca mencionou o episódio. Nunca disse quem foi quem roubou o relógio. Naquele dia, você salvou minha dignidade para sempre. Foi o dia mais vergonhoso da minha vida. Mas também foi o dia em que minha dignidade foi salva de não me tornar ladrão, má pessoa, etc. Você nunca me disse nada e, mesmo que não tenha me repreendido ou chamado minha atenção para me dar uma lição de moral, recebi a mensagem claramente. E, graças a você, entendi que é isso que um verdadeiro educador deve fazer.
- Você se lembra desse episódio, professor?
E o professor responde:
- Lembro-me da situação, do relógio roubado, que procurava em todos, mas não lembro de você, porque também fechei os olhos enquanto procurava.
Esta é a essência do ensino: Se para corrigir você precisa humilhar; você não sabe ensinar.

[autoria desconhecida]

publicado por momentoskatia às 16:31

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