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Mai 08

Nos tempos das "fraldas de pele"

A vida das crianças na Antigüidade não era moleza, não. Os bebês esquimós que o digam. Para driblar o gelo e, ao mesmo tempo, conter o xixi e o cocô nas noites frias de inverno (quando os termômetros marcam –24º C), o jeito era embrulhar o bumbum da garotada com o que havia por perto. A pele de gaivota, um pássaro que dava sopa na região, logo virou material para as fraldas primitivas. Já os índios americanos, que não eram nada bobos, preferiam enrolar seu filhos em peles de coelho – uma opção bem mais quentinha.
 
O reizinho sujão

Luís XIII, que foi o monarca da França entre 1610 e 1643, é reconhecido por ter tornado seu reino uma das maiores potências européias, seguindo os conselhos do seu ministro-chefe, o Cardeal Richelieu. O que os livros não costumam registrar é o lado sujo de sua história, ou melhor, de sua infância. O filho de Maria de Médicis e do rei Henrique IV nasceu em 1601 em Fontainebleau, nas redondezas de Paris, numa época em que se acreditava que a água deixava o corpo amolecido, prejudicava a sabedoria e, de quebra, atrapalhava o crescimento. Ou seja, tudo o que os pais não queriam para o herdeiro da Coroa. Assim, o futuro soberano só foi autorizado a tomar um bom banho quando completou 7 anos de idade.
 
Pra que sapato?

No século 18, quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa, os bebês viviam com os dedinhos à solta. A regra era a seguinte: enquanto a criança não estivesse andando com as próprias pernas, não precisava de calçados. O vestuário infantil, naqueles tempos, também era muito simples. Camiseta e casaco de lã ou fustão, além de touca de seda branca, bastavam para compor o visual dos pequenos.
 
Parto à moda dos Incas

As mulheres incas, povo pré-colombiano que viveu na região dos Andes, na América do Sul, davam à luz sozinhas, sem a ajuda de parteiras ou médicos. Elas cortavam o cordão umbilical usando um pedaço de cerâmica e o guardavam, para que o bebê comesse caso ficasse doente. Depois, tomavam banho com a criança em uma corrente de água próxima, envolviam o pequeno em tiras de pano e voltavam ao trabalho como se nada tivesse acontecido. Enquanto isso, os homens ficavam de resguardo. Eles se deitavam numa rede para gemer e chorar como se estivessem sentindo as dores do parto. Assim, a comunidade inteira ficava sabendo quem era o novo pai no pedaço.
 
No tempo dos faraós

No Egito Antigo era comum as crianças andarem nuas até a adolescência. Pudera. A temperatura no deserto é muito alta e, às vezes, beira os 50 ºC! A cabeleira dos pequenos também era raspada – o que, convenhamos, ajudava a suportar aquele baita calorão. Os meninos e as meninas exibiam apenas um tufo, semelhante a um rabo de cavalo, que ficava preso no lado direito da cabeça. Essa madeixa era o símbolo egípcio da juventude.
 
No Brasil Colônia

Quando o nosso país estava sob o domínio de Portugal, ainda no século 18, a higiene pública era precária, e os costumes, bem diferentes. Os bebês, por exemplo, recebiam um banho de manteiga e substâncias oleosas assim que nasciam. Era o que ensinava a sabedoria popular para mantê-los limpinhos. Os médicos daquela época, mais precavidos, recomendavam apenas banhar o recém-nascido em água morna e sabão.
 
A mamadeira é um troféu

Sabe por que os caçadores antigos levavam pra casa os chifres de animais? Não era só para provar sua bravura durante as batalhas ou para ficar exibindo aos amigos. Na Idade Média, esses acessórios iam parar nas mãos dos bebês e serviam de mamadeiras primitivas. Bastava pegar um chifre, fazer um furo na ponta e encaixar ali um pedaço de tecido ou pele para a criança sugar. Depois, os pais enchiam o recipiente com água ou leite e davam ao pequeno. A higiene não era o forte da invenção, mas a meninada não reclamava.
 
 
publicado por momentoskatia às 17:35
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